O Fórum ganha o mundo

Editorial Por   E o Fórum Social Mundial deu um quase adeus a Porto Alegre. Com a definição dos locais para 2006 e 2007, a cidade-símbolo do...

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E o Fórum Social Mundial deu um quase adeus a Porto Alegre. Com a definição dos locais para 2006 e 2007, a cidade-símbolo do renascimento do diálogo e da articulação entre movimentos progressistas de todo o mundo deve esperar um bom tempo para ver o retorno de sua cria mais famosa mundo afora.

Um caminho natural. O FSM cresceu, se tornou forte e agora sai para andar. A descentralização é o melhor caminho para que o espírito de Porto Alegre se espalhe e dê voz a tantos que ainda não encontraram um espaço que pudesse abrigá-los. Como ocorreu na Índia quando, de certa forma, se incluiu na pauta mundial dos direitos humanos a situação de discriminação da sociedade de castas, especificamente em relação aos dalits.

O Fórum de 2005 teve importantes avanços, apesar da grita de retrocessos de alguns intelectuais. A divisão do Território Social Mundial em espaços temáticos facilitou a integração de entidades e movimentos sociais que têm objetivos semelhantes, o que se refletiu no número de propostas e nas ações conjuntas que ainda irão acontecer. Isso proporcionou uma maior qualidade no conteúdo das inúmeras atividades do FSM.
O caminho é esse. Não é necessário que haja bandeiras unificadas ou objetivos que agreguem a todos. Apostar nisso é não reconhecer uma das principais qualidades do Fórum: a diversidade de idéias e estratégias de ação. O pensamento único que suscitou o nascimento do Fórum já está sendo derrotado e Davos mudou também por conta disso. Não é necessário construir um similar no lado de cá, mas fomentar essa pluralidade, achando pontos em comum e lutando por eles. E indo para todos os cantos possíveis do mundo com essa mensagem.



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