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As idéias e artes de Vitória, Do lixo ao luxo, Em Pedra Preta, o algodão faz a diferença Por Juliana di Thomazio   As idéias e artes...

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As idéias e artes de Vitória, Do lixo ao luxo, Em Pedra Preta, o algodão faz a diferença

Por Juliana di Thomazio

 

As idéias e artes de Vitória “Combater, através da Economia Solidária, a falta de alternativa de trabalho e renda, contribuindo para a diminuição dos níveis de pobreza e para a luta coletiva por melhor qualidade de vida.” É assim que Leonora Michelin define a missão da associação que preside – a Artidéias.
Formada por 40 moradores dos bairros de São Benedito, Penha e Itararé, em Vitória (ES); a associação tem como marca a gestão democrática. Hoje, depois de quase dois anos de existência, já foram formados quatro grupos de trabalho. O de moda artesanal faz blusas, utilidades domésticas e bonecas; o de marcenaria, jogos pedagógicos, caixas e enfeites. O grupo de produtos de limpeza, além dos tradicionais sabão glicerinado e amaciante, faz vassouras com garrafas pets. E, finalmente, o de culinária, produz desde bombons e tortas até almoços e jantares completos. A associação conta com parcerias como o da Paróquia Santa Rita e empresários da praia do canto. O contato pode ser feito através dos telefones 27-9271-2457/27-3224-4391 ou pelo e-mail artideiases@yahoo.com.br

Do lixo ao luxo
Souplats, cestaria e bijuterias que podem concorrer com artigos das lojas mais badaladas de um shopping center. A produção cresce a cada dia e anima muitos moradores de uma comunidade que não podia ter um nome melhor, Vila Esperança, em Santana do Parnaíba. Localizada no entorno do residencial Alphaville, condomínio famoso pelo luxo, a comunidade era famosa pelo fato de ter ao seu lado o lixão, e dele extrair o possível sustento.
No entanto, há pouco mais de um ano, Isabel dos Santos, que cuidava de um grupo de crianças enquanto as mães iam para o lixão trabalhar, não se conformava com a situação que via diariamente, e resolveu reunir essas mães para o desenvolvimento de alguma atividade que gerasse renda a partir do que retiravam do lixo: latinhas, jornais e revistas.
A Fundação Alphaville, que já desenvolvia atividades em outras áreas, ofereceu apoio, promoveu oficinas com artesãos experientes e auxiliou na divulgação e organização do grupo. Luciana Lopes, coordenadora de meio ambiente da fundação, diz que “o lixo que continua sendo um grande problema também é a principal fonte de renda dessa população”.
O negócio deu certo, e o que era lixo virou matéria-prima de lindíssimos objetos. A comunidade, que em breve terá uma cooperativa, aceita encomendas e doações de jornais, revistas e latinhas.
Quem quiser comprar ou doar pode fazê-lo pelo e-mail coopera¬tivaesperanca@ig.com.br, por telefone 11-41542951 ou ainda através do site fundacaoalphaville.org.br

Em Pedra Preta, o algodão faz a diferença
Algodão colorido é a matéria-prima utilizada por agricultores familiares do município de Pedra Preta (MT) para o desenvolvimento de artesanato e incremento da renda. Desde o início de 2004, por intermédio de várias parcerias, pessoas das comunidades de São José Operário, Birro, Jibóia, e os assentamentos Wilson Medeiros, Banco da Terra e Canudos participam das oficinas de tecelagem organizadas pelo Sebrae.
Para o desenvolvimento das oficinas foram montados três grupos de trabalho que, até por conta da dificuldade de transporte, aconteceram nos próprios bairros e assentamentos. Na primeira etapa, os moradores aperfeiçoaram a técnica de limpeza do algodão e preparo da fibra. Em seguida, o foco do trabalho foi a obtenção da fiação e, finalmente, o trabalho nos teares.
Para Maria Aparecida da Silva, que é hoje uma agricultora e tecelã, “o mais gostoso do trabalho, além das muitas amizades conquistadas, é o momento de fazer os fios”.
E são esses fios, feitos com tanto carinho, por pessoas como Maria Aparecida, que serão, em seguida, utilizados para tecer mantas, xales e jogos americanos.



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