Vitrine Solidária

Vítrine Solidária Por Daniele Próspero   Cooperarte Há cinco anos, um grupo de artesãos da cidade de Barroso, em Minas Gerais, decidiu que era a hora de trabalhar...

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Vítrine Solidária

Por Daniele Próspero

 

Cooperarte

Há cinco anos, um grupo de artesãos da cidade de Barroso, em Minas Gerais, decidiu que era a hora de trabalhar em conjunto para ampliar a renda. Daí surgiu a Cooperarte, que hoje já reúne 32 artesãos e conta com produtos exclusivos como os jogos americanos feitos de macramê e fibra de bananeira, vendidos na loja da cooperativa, no Km 69 da BR 265. No espaço, é possível encontrar ainda objetos de madeira, bordados, cachaças caseiras, embalagens, bonecas de pano, entre outros.

Os artesãos já participaram de grandes eventos, além de terem produzido acessórios para desfiles da Universidade de Belo Horizonte e do São Paulo Fashion Week. O próximo compromisso é a Feira Nacional de Artesanato de Belo Horizonte, que será realizada em novembro. Aparecida Ferreira, presidente da cooperativa, explica que o grupo irá agora analisar qual produto é mais receptivo junto ao público e focar os seus esforços na produção e comercialização. O objetivo é ampliar os ganhos totais do grupo, que está em torno de R$ 150,00 por mês para cada artesão.

A Cooperarte oferece ainda cursos pagos de artesanato e oficinas gratuitas para cerca de 30 pessoas nas comunidades locais, a fim de incentivar outros moradores a fazerem parte da cooperativa. Para Aparecida, essa é uma forma interessante de se trabalhar diante do crescente desemprego. Informações: (32) 3351-3621.

Rema de Mauá

Que tal usar uma roupa que, além de gerar renda para 11 famílias, ainda ajuda a preservar a natureza? Essa é a proposta das camisetas e bolsas produzidas pela Rema de Mauá — Confecções e Vestuários, a partir da fibra extraída das garrafas PET (poliéster trifásico). A idéia surgiu em um curso oferecido pelo Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente (CIMA), em Mauá, distrito de Magé, no Rio de Janeiro, a fim de resolver o problema de toneladas de lixo que eram jogadas ao mar e acabavam na região.

O projeto chegou a tornar-se uma cooperativa, mas acabou fechando. Maria de Lourdes Leitão, que na época era uma das diretoras da cooperativa, não desistiu da idéia e continuou com as ações. Ela decidiu ensinar outras costureiras a trabalhar com o material e a fabricar os produtos vendidos por encomenda, como os encaminhados para a Petrobras ou para eventos. Em outubro, o grupo irá expor as camisetas no Festival de Cinema que será realizado em Parati. Para ampliar essa rede de colaboração, Maria compra cerca de 5 mil garrafas PET por mês dos catadores de materiais recicláveis.

“A idéia é preservar o meio ambiente para as futuras gerações. Se a gente conseguir conscientizar as pessoas, nossos filhos encontrarão um mundo melhor depois”, acredita Maria. Os produtos podem ser encontrados na loja do projeto (avenida Roberto Silveira, 496, praia de Mauá, Magé, RJ), pelo telefone: (21) 2631-1325, ou e-mail: rema_conf@oi.com.br.

Casa do Zezinho
Tapetes de patchwork ou bolsas de hashi. Esses são apenas alguns dos produtos exclusivos elaborados por 25 mulheres participantes do Grupo de Mães Amigas da Casa do Zezinho, organização social localizada na zona Sul de São Paulo. Todas são mães de crianças e adolescentes atendidos pela ONG. Desde 2003 elas participam, além das aulas de artesanato, de cursos de gestão no Sebrae e recebem formação também da Mundaréu — organização que trabalha com comércio justo.
Para trazer novas idéias aos produtos, as mães visitam exposições e museus pela cidade. Corina Macedo, coordenadora da ONG, conta que, até este ano, tudo o que era arrecadado com a participação em eventos era reinvestido na compra de novos materiais e equipamentos. Agora, as mulheres já conseguem gerar uma renda de R$ 300,00 por mês cada uma. Algumas já têm suas próprias encomendas. “O mais importante é que, além do retorno financeiro, elas recuperaram a auto-estima. Para muitas, até o relacionamento em casa melhorou”, conta Corina. Encomendas podem ser feitas pelo telefone: (11) 5819-4481. Informações: www.casadozezinho.org.br



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