Vitrine Solidária

Vitrine Solidária Por Daniele Próspero   Projeto Arte e Vida Vera Naves, Selma Araújo e Júlio César são precursores de uma iniciativa que hoje gera renda e...

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Vitrine Solidária

Por Daniele Próspero

 
Projeto Arte e Vida

Vera Naves, Selma Araújo e Júlio César são precursores de uma iniciativa que hoje gera renda e inclusão no mercado de trabalho para 20 portadores de necessidades especiais. A proposta nasceu há 17 anos com o objetivo de oferecer aulas gratuitas de artesanato para esse público e assim promover a inclusão social dos participantes. A idéia começou a conquistar adeptos e o grupo procurou formação, com o Sebrae, para oferecer produtos diferenciados como o tear mineiro ou peças artesanais de bambu, fibras e folhas de bananeira. O projeto produz ainda jogos americanos, xales, cachecóis, tapetes e mantas a partir de retalhos e produtos reciclados. A novidade vem dos arranjos decorativos feitos de sementes desidratadas do cerrado.
Além de apresentarem os produtos em feiras e exposições, há um ano o Shopping Cidade, localizado no centro da capital mineira (rua Tupis, 373, loja T51), cede espaço para a venda dos artesanatos fabricados. São comercializados por mês de 1,5 mil a 2 mil peças, gerando uma renda mensal de um salário mínimo em média para cada artesão. “O grande benefício para os participantes do projeto é a melhora na auto-estima, afinal o grupo oferece a oportunidade deles terem contato com pessoas diferentes e superarem preconceitos”, diz Vera. Informações pelo e-mail navesvera@yahoo.com.br

Chão de estrelas

De uma pequena comunidade da periferia do Recife para as lojas da Holanda. Esse foi o caminho percorrido pelos produtos elaborados por 13 artesãs do Grupo de Mosaico Chão de Estrelas. Elas conseguiram a sua primeira encomenda internacional fechando a exportação de 335 peças após dois anos de trabalho intenso e diversas capacitações na área. “Hoje, elas são outras mulheres, estão totalmente diferentes. A visão de mundo mudou, ampliou. É maravilhoso”, celebra Viviane Gomes, coordenadora de projetos sociais.
Atualmente, as artesãs produzem porta-copos, relógios, bandejas, caixas de chá, espelhos e jarras a partir da técnica do mosaico. Assim, os produtos ganham cores e formas diversas como peixes, flores ou até bumba-meu-boi e sombrinha de frevo. A manufatura de um único produto pode levar mais de um dia e meio para ser concluída, pois exige atenção e concentração. O grupo, que conta com a parceria da Visão Mundial e do Centro de Organização Comunitária, quer ampliar o grupo para 20 artesãs, a fim de tornar-se uma cooperativa. Encomendas pelo telefone (81) 3451-6386.

De lona
Simples lonas de vinil utilizadas em outdoors e banners se transformam em modernas bolsas, sacolas, estojos e pastas pelas mãos de 15 artesãs, donas de casa e/ou costureiras, moradoras da região de Campo Limpo, zona Sul de São Paulo. Elas fazem parte do “De lona”, lançado em 2003, pelo Projeto Arrastão.
O projeto, além de ser uma boa oportunidade para o aumento da renda mensal das costureiras — que varia de um a três salários mínimos —, colabora ainda na preservação ambiental, já que as lonas acabariam no lixo. De acordo com Ivy Moreira Duarte e Silva, do Amarelo — Instituto de Medição Social, parceiro do projeto, o grupo está articulando uma ação em conjunto com a Faculdade de Desenho Industrial da Universidade Mackenzie para o desenvolvimento de peças com conceito de design.
A idéia é ampliar as possibilidades de usos da matéria-prima para a confecção de novas peças e aumentar, assim, sua comercialização. As costureiras participarão ainda de curso de capacitação para a autogestão, baseada no trabalho em equipe e no despertar para o empreendedorismo. Os produtos são comercializados em feiras, bazares, mostras e na loja do Arrastão. Informações pelo telefone: 5841-3366 ou e-mail: arrastao@arrastao.org.br.



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