Vitrine solidária

A Fórum dedica este espaço a iniciativas ligadas à economia solidária Por Daniele Próspero   Arteluz  Fruteira, revisteiros, caixas decorativas e até mesmo barquinhos e mesas. Estes...

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A Fórum dedica este espaço a iniciativas ligadas à economia solidária

Por Daniele Próspero

 

Arteluz 
Fruteira, revisteiros, caixas decorativas e até mesmo barquinhos e mesas. Estes são alguns dos produtos que podem ser elaborados a partir de uma matéria-prima simples;a taboa, uma erva fácil de se encontrar em áreas alagadas e que cresce muito rápido nesses ambientes. Com um material abundante e uma técnica toda especial, passada de geração em geração, o resultado não poderia ser outro: os artesãos da cidade de Itaobim, na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, resolveram apostar na produção artesanal a fim de gerar renda para as suas famílias.
O trabalho começou com oito pessoas e, atualmente, a Associação de Artesãos de Estação da Luz (Arteluz) já conta com 40 trabalhadores. Gilson Alves Menezes, presidente da entidade, explica que, antes da associação, muitos homens tinham de deixar suas casas para irem trabalhar no corte de cana em outras cidades. Agora, os artesãos conseguem oferecer melhores condições de vida para suas famílias.
Hoje, o grupo vende para a Central Artesol, Casa Cor de Belo Horizonte, Museu do Rio de Janeiro e o Centro Nacional de Artesanato, de Minas Gerais. Encomendas podem ser feitas na sede da cooperativa: Rua João Rodrigues Cardoso, 280, Estação da Luz, ou pelo fax: (33) 3734-1397.

Cooperafro A brincadeira comas cores, tornando a combinação algo irreverente é o toque escolhido por 22 jovens afrodescendentes da Cooperafro para apresentar a cultura negra em produtos artesanais, como colares e brincos. O trabalho começou em2004, depois de mais de um ano de projeto desenvolvido na organização Fala Preta, em São Paulo. Os novos artesãos optaram por utilizar papéis, principalmente folhas de revistas e pôsteres, para produzirem os acessórios femininos. “Tem gente que não acredita que eles são de verdade. Acham que os produtos vão rasgar. É supercurioso”, se diverte a jovem Latoya Oliveira Guimarães, presidente da cooperativa.
O grupo confecciona ainda outros produtos, como bolsas feitas com restos de tecidos doados. Mas, segundo a jovem, o mais importante do trabalho da Cooperafro é o que está por trás dos materiais comercializados. “Queremos mostrar para os nosso clientes que eles não estão comprando apenas colares e brincos, mas sim que colaboram com uma ação de inclusão social”, comenta Latoya, destacando que cada jovem traz para o artesanato toda a sua identidade e referências pessoais. Atualmente, a cooperativa comercializa os produtos em feiras, eventos ou por encomenda, pelo telefone: (11)3277-4727 ou e-mail: cooperafro@falapreta.org.br.

Sítio Santana
Com todo o cuidado, a artesã Jaciária Carvalho de Almeida, da cidade de Lamarão, Na Bahia, vai moldando pouco apouco o barro para dar forma a potes, panelas e cumbucas. Em menos de uma hora, três produtos já estão prontos para serem colocados para secar. Mas nada de ventilação excessiva ou sol abundante porque, segundo Jaciária, as peças podem rachar. Tudo tem que ser feito dentro da casa e, por isso, requer uma atenção especial, para que as crianças não brinquem perto dos produtos e acabem quebrando as peças de barro. O processo artesanal é vivenciado diariamente desde 2004 por19 artesãos participantes da Associação Comunitária dos Artesãos de Sítio Santana. Eles receberam apoio do projeto Artesanato Solidário para garantir mais qualidade aos produtos e ampliar as vendas. Agora, o grupo luta para construir uma sede própria e assim conquistar novos membros. “Trabalhar em grupo é muito bom porque todos se ajudam. Além disso, as pessoas da comunidade estão acreditando mais na gente. E isso é ótimo”, conta Jaciária. Informações pelo telefone: (75) 3688-2156.



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