Vitrine Solidária

* Por Por Daniele Próspero   Artesãos de Rondônia União para ganhar novos mercados. Com essa meta e o apoio do Sebrae, diversos artesãos da cidade de...

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Por Por Daniele Próspero

 

Artesãos de Rondônia
União para ganhar novos mercados. Com essa meta e o apoio do Sebrae, diversos artesãos da cidade de Porto Velho, em Rondônia, conseguiram sair do isolamento, agregar valor ao seu trabalho e conquistar novos clientes.
O primeiro passo para isso foi a formação há três anos da Cooperativa de Trabalho dos Artesãos de Rondônia. Hoje, são 45 profissionais que produzem entalhes em madeira, cerâmica, biojóias e cestarias, utilizando-se dos recursos da região.
O artesão Daniel Soares, por exemplo, conta a história de diversas personagens da Amazônia em entalhamento, a partir de pedaços de madeiras doadas por marcenarias. É possível, portanto, conhecer o dia-a-dia de um seringueiro ou a vida selvagem dos animais. “Todos os elementos desta região estão presentes, desde o perigo de ataque da onça ou a habilidade natural dos trabalhadores”, comenta. Atualmente, os artesãos trabalham em suas oficinas e vendem as peças numa loja montada na Cooperativa (rua Henrique Dias, 435, Centro, Porto Velho-RO). Informações: (69) 229-4638.

Coletivo de Mulheres Negras
Esperança Garcia
Há apenas um mês, 20 mulheres de Teresina, no Piauí, conseguiram dar um grande passo rumo à autonomia e à geração de renda de suas famílias. O Coletivo de Mulheres Negras Esperança Garcia, organização que atua na cidade desde 1994, inaugurou sua loja no centro do município e hoje tem até grife própria: “Bela Negra”. Elas produzem bordados, colares com sementes, vestidos, calças e pinturas em blusas de algodão, que levam desenhos sobre a questão negra.
A entidade desenvolve vários projetos a fim de resgatar a cultura afro-brasileira, além de aumentar a auto-estima das mulheres negras e promover a sua inserção na sociedade, combatendo o preconceito e a discriminação. A jovem Terezinha Muniz Ribeiro, por exemplo, participou de um curso no Coletivo em 2005 e desde então não saiu mais, pois as encomendas são muitas. Os interessados em adquirir os projetos devem entrar em contato pelo telefone (86) 3221-0984 ou e-mail: esperancagarcia5@yahoo.com.br

Agenda 
DICA DE LIVRO
Milhares de brasileiros que vivem na informalidade e buscam no microcrédito a saída para viabilizar seus pequenos e médios negócios irão se identificar com o livro Economia Popular e Solidária – A Alavanca para um Desenvolvimento Sustentável.
Os autores João Cláudio Tupinambá Arroyo e Flávio Camargo Schuch trazem, a partir de suas experiências na área, conceitos sobre microcrédito, economia solidária e desenvolvimento sustentável, além de fazer o relato de diversas iniciativas.
A publicação é lançamento da Editora Fundação Perseu Abramo
e custa R$ 20, podendo ser adquirida pelo site: www.efpa.com.br. Arroyo, um dos autores, falou à Fórum sobre a obra.
Revista Fórum – Na sua opinião, como organizador de empreendimentos populares e educador popular, há ações nesta linha que têm conseguido transformar realmente a vida dos brasileiros?
Arroyo – A economia solidária no Brasil, para não falarmos do mundo, quer seja como cooperativismo, seja como agricultura familiar, seja como empresas de autogestão ou mesmo como redes e associações, já contribui com o país desde antes de as denominarmos “experiências de economia popular” que, segundo o IBGE, garantem ocupação para mais de 20 milhões de brasileiros e são responsáveis por cerca de 30% do PIB. A nomenclatura ainda está se arrumando, mas ao chamá-las de economia solidária damos visibilidade e dignidade a um setor que não fazia parte dos estudos estratégicos para o desenvolvimento do país.
São milhares de experiências, todas vencendo grandes dificuldades e trazendo para o horizonte novos raios de sol.
Revista Fórum – Qual é o real impacto que a economia solidária traz para o país?
Arroyo – Não há como pensar o desenvolvimento nacional sem dedicar-lhe políticas públicas adequadas que lhe garantam crédito, qualificação, legalização e condições específicas de expansão de sua produção, priorizando arranjos produtivos e suas vocações. Nos EUA, 50% da exportação é de pequenas empresas. No Brasil, não chega a 20%. Guardadas as devidas dimensões e objetivos, isso mostra o quanto a economia popular e solidária poderá causar impacto na economia nacional. No entanto, é claro, considerando a natureza da economia solidária, seu impacto transborda a área econômica e atinge a própria qualidade da democracia do país.
EVENTOS
I Conferência Nacional de Economia Solidária
Será realizada no país, entre os dias 26 e 29 de junho, a I Conferência Nacional de Economia Solidária, que terá como tema: “Economia Solidária como Estratégia e Política de Desenvolvimento”. A proposta é firmar a economia solidária como estratégia e política de desenvolvimento, além de debater e propor princípios e diretrizes para a política nacional de economia solidária e avaliar a situação e o potencial dessa economia no país. Diversas conferências esta¬duais serão realizadas até o início deste mês de junho, em preparação ao grande encontro em Brasília.



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