Na trincheira contra a Veja

Em entrevista exclusiva à Fórum, o jornalista Luís Nassif conta as razões que o levaram ao enfrentamento com a publicação da editora Abril e acusa: “Veja fuzila reputações” Por Renato Rovai, Glauco Faria e Pedro...

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Em entrevista exclusiva à Fórum, o jornalista Luís Nassif conta as razões que o levaram ao enfrentamento com a publicação da editora Abril e acusa: “Veja fuzila reputações”

Por Renato Rovai, Glauco Faria e Pedro Venceslau

 

O jornalista Luís Nassif, autor de um dos blogues mais acessados da internet, está em meio a uma verdadeira batalha contra a publicação semanal de maior tiragem do país. Desde dezembro ele publica uma série de artigos contra a Veja e, por conta disso, está sendo processado pelo diretor de redação, Eurípedes Alcântara, e pelo colunista do “Radar”, Lauro Jardim.
Ao chegar para a entrevista, Nassif conta que estava um pouco antes reunido com um advogado para tratar das ações contra ele. E justifica a atitude de topar uma briga com a Veja por razões de duas ordens: uma pessoal, devido aos ataques desferidos contra ele, e outra em defesa do próprio jornalismo. “A Veja utiliza parajornalistas para intimidar toda a imprensa”, acusa. Na entrevista abaixo, o jornalista analisa ainda a postura de outros veículos como a Folha de S.Paulo e das organizações Globo. “O Globo caminhava para se tornar o melhor jornal brasileiro até que, de repente, entra o Ali Kamel com o tacão dele. Não é que ele chega e dá uma ordem, ele emite sinais. O papel da direção é delicado nestas horas. Um sinal mal passado envenena o ambiente e leva todo mundo para uma direção errada.”
Nassif destaca também o papel da mídia durante o auge da crise política da primeira gestão de Lula, em 2005, e o caso dos cartões corporativos. “Quando o jornalismo é usado como arma de batalha na formação de uma frente para derrubar o governo, todo o pensamento independente dos colunistas é eliminado.” Confira a entrevista.
Fórum – Por que o senhor decidiu fazer essa série de artigos sobre a revista Veja? Qual tem sido o custo dessa decisão?
Luís Nassif –
A primeira razão é de ordem jornalística. Em 38 anos de profissão, nunca vi um jornalismo como esse praticado pela Veja, em termos de manipulação, arrogância e benefício pessoal. Um exemplo: o editor de cultura, que era o Mário Sabino, lança um livro e manda um subordinado fazer a resenha. Isso é inadmissível, algo sem precedentes na grande imprensa brasileira. Esse padrão da Veja, de absoluta falta de escrúpulo com a informação, acabou se espraiando por conta do antilulismo e do antipetismo. E a questão política acabou servindo de blindagem para toda sorte de abuso. Uma coisa é a crítica do Estadão e do Globo, que está dentro da análise jornalística. Já a Veja utiliza parajornalistas para intimidar toda a imprensa.
Quando uma pessoa como o [Diogo] Mainardi começa a atacar jornalistas, o que eles [Veja] querem dizer? Não se metam com a gente. A democracia tem uma característica: sempre que existe um superpoder, você vai lá e investe contra ele, porque aquilo é uma ameaça. A atual direção da Veja revestiu-se desse superpoder. Está fuzilando reputações. Isso representa uma ameaça do ponto de vista empresarial, já que a revista investiu contra concorrentes. A segunda razão é pessoal. Nessa fase da Veja de ataques desqualificadores em torno do Daniel Dantas, a primeira vítima fui eu, em uma coluna feita pelo Mainardi.

Fórum – O senhor se refere àquela coluna intitulada “O empresário Nassif”, em que ele criticou o fato de o senhor ser colunista da Folha e, ao mesmo tempo, dono da Agência Dinheiro Vivo…
Nassif –
Montei a Dinheiro Vivo em 1987. Quando voltei para a Folha, portanto, já tinha a agência. O senhor [Otavio] Frias nunca viu conflito nisso. Nesse artigo, o Mainardi disse que eu tinha elogiado, na coluna, um patrocinador da Dinheiro Vivo. Ora, em quatro anos de coluna, a única coisa elogiosa que escrevi foi que Odebrecht tinha uma gestão inovadora. Fiz uma série sobre os grandes gestores brasileiros do século XX. Coloquei Amador Aguiar, Olavo Setúbal. Deveria ter colocado o Emílio (Odebrecht), mas não coloquei porque a empresa é uma das patrocinadoras.

Fórum – Ou seja, a revista usa um “jornalismo de ilações”?
Nassif –
É inacreditável. Vou dar um exemplo: Gamecorp. Eu disse, em uma nota, que existia uma lógica econômica nisso: uma empresa consolidada no negócio de game, que é um fator de disputa pelas empresas de celular, recebe investimento [da Telemar].
O que ele [Mainardi] dizia: o Nassif recebeu anúncio do BNDES, o BNDES é sócio da Telemar, a Telemar investiu na Gamecorp, o Nassif fez um artigo defendendo a Gamecorp. Logo… Essa é uma lógica canhestra.
O fato é que o BNDES fez uma campanha em 50 sites, só na internet, durante um mês. Eles pegaram um sujeito que é tratado como o “novo Paulo Francis” – o que é uma piada – e o transformaram em um parajornalista. A Veja utiliza o Mainardi para atacar todo mundo que chega perto da revista. Eles ainda colocaram no ar um blogue de um cara desequilibrado. Atacaram uns 20 jornalistas por aí. Isso é uma baita coisa ingrata. O cara ataca um jornalista, mas ele não pode se defender. Se responde, isso vira uma briga institucional. Obviamente, a empresa não banca o cara que foi atacado. Já a Veja não só permitiu, como fuzilou institucionalmente Eliane Catanhêde, Kennedy Alencar, Franklin Martins. Esse pessoal não pôde reagir porque seus jornais não quiseram criar uma questão institucional. Esse poder absoluto vai até onde?

Fórum – Esses jornais, como a Folha, deviam ter dado retaguarda para os seus jornalistas?
Nassif –
Claro que sim.

Fórum – Que tipo de retaguarda?
Nassif –
Que respondessem no respectivo espaço do jornalista atacado e no painel do leitor. A Veja utilizava, além do colunista, a seção de cartas para reforçar os ataques.

Fórum – O senhor pôde responder na Folha?
Nassif –
Pude dar a primeira resposta, mas a segunda, não. A Folha não publicou nenhuma carta. Isso de uma publicação atirar em jornalistas é tão inédito que houve uma pusilanimidade por parte das demais redações. Esperei dois anos para consolidar a idéia de blogue. Apostei na nova tecnologia para enfrentar um gigante de 1 milhão de exemplares. A Veja passou dois anos levantando a bola do [publicitário Eduardo] Fisher da forma mais indecorosa possível. Levanta a bola de uma empresa que oferece estes cursos apostilados para fazer lobby. Dois meses depois ataca essa empresa porque resolve entrar nesse mercado.

Fórum – Veja sempre pautou a dinâmica de muitas organizações midiáticas. O estilo de cobertura deles foi copiado por muitos jornais, especialmente no interior. Como esse tipo de jornalismo pode influenciar na formação do estudante?
Nassif –
A Veja está passando por um processo de deterioração jornalística terrível. O ambiente das pequenas e grandes maldades não é de hoje – vem dos anos 80. Mas, com a substituição da direção de redação, chegou gente pior. Hoje, só sabe trabalhar quando recebe um dossiê pronto. Apesar disso, ela conseguiu captar o clima anti-Lula, que estava muito forte. Juntou denúncias irrelevantes com factóides. A Folha foi a reboque da Veja. O Estadão bate no governo, mas tem uma linha.

Fórum – Fale um pouco sobre as mudanças na Folha.
Nassif –
A mudança veio com a morte do senhor Frias. O jornal perdeu o rumo.

Fórum – Então a mudança é recente?
Nassif –
O senhor Frias estava passando por um processo de afastamento há algum tempo. De qualquer forma, o Otávio [Frias Filho] sentiu muito a morte do pai. Ele não teve cabeça fria para perceber que o papel da Folha sempre foi jogar no contrapé. Mas eu não vou julgá-lo. Não é fácil perder um pai. E não é um pai qualquer, é o senhor Frias.

Fórum – Quando houve essa virada da imprensa para uma posição agressiva anti-Lula?
Nassif –
Há alguns anos houve o movimento “neocom” americano, com sua agressividade chula, que começou a ser copiado por colunistas brasileiros. Até o Augusto Nunes, que tem um texto elegante, começou a fazer textos agressivos. Quem vai por aí tem espaço e destaque nos jornais. Aí surgiram figuras como esse Reinaldo Azevedo, que copia tudo do Olavo de Carvalho.

Fórum – O senhor o conhece? Ele trabalhou na Folha…
Nassif –
Quando começou essa campanha difamatória, perguntei pro Otávio e ele nem lembrava dele direito. É um sujeito que ficou um tempo sem aparecer, depois ganha um espaço pra praticar injúria e difamação contra adversários. Vira uma figura valiosa! Nunca vi coisa igual.

Fórum – O senhor acredita que a Veja investiu na blogosfera porque esse espaço, hoje, é melhor ocupado pela esquerda?
Nassif –
Não, não… O que aconteceu lá foi o seguinte: entraram duas pessoas jornalisticamente fracas no comando. O Eurípedes Alcântara [diretor de redação] não é um grande jornalista, não está à altura do Mario Sergio Conti, seu antecessor. O Mário Sabino [redator-chefe] também não é um grande jornalista. Os dois vestiram a máscara da Veja e passaram a fazer um jornalismo de baixa qualidade. Aí, quando começaram a receber críticas, como as do Observatório da Imprensa, perceberam que tinham que atacar esse pessoal como uma forma defensiva. Além disso, se meteram em campanhas empresariais que não consigo entender, como no caso do Fisher e da guerra das cervejas. Eles atacam artistas, intelectuais e jornalistas para implantar um regime de temor em relação a eles.

Fórum – Esse jogo comercial da mídia não vem de hoje. Na sua opinião, os jornalistas deixaram acontecer de forma silenciosa a deterioração da relação entre o comercial e o editorial?
Nassif –
Os anos 80 e parte dos 90 foram marcados pela profissionalização. Era uma época em que a opinião pública era um fator relevante. Foi quando a Folha se deu conta de que era preciso estar acima de qualquer suspeita e lançou o slogan “de rabo preso com o leitor”. No novo milênio, a crise dos jornais levou a uma mudança nesse cenário. Além da crise dos jornais, que se endividaram, houve uma mudança mundial na mídia. Os grandes grupos começaram a entrar no negócio e misturaram entretenimento com jornalismo. Foi quando os grandes banqueiros começaram a entrar nesse jogo. A internet quebrou as barreiras nacionais. Os jornais não tiveram uma estratégia de inserção no mundo digital. Eles precisaram buscar parceiros e quem são eles? Os banqueiros de investimento, que acenam com alianças. São eles, hoje, que comandam grande parte das matérias. Estão com uma margem de poder inacreditável. Os jornais foram ficando frouxos, fechando os olhos.

Fórum – Não falta ousadia para o governo na relação com os meios de comunicação? Não devia haver uma postura mais assertiva do Planalto no debate sobre a democratização da mídia?
Nassif –
Em 2006, a imprensa apostou na queda do governo e ficou desmoralizada. Perdeu credibilidade. Mas a imprensa tem movimentos pendulares. Entre 2002 e começo de 2003, foi a favor do Lula. Durante o governo FHC, o Lula também era protegido. Agora ela é contra.

Fórum – Falam muito em conspiração da mídia para derrubar o governo. Houve mesmo?
Nassif –
Não teve CIA no meio, mas houve, sim, conspiração. Na campanha do impeachment de 1992 a imprensa atingiu seu auge. Virou o poder mais prestigiado do país. Os jornais deram um salto de tiragem. Em 1995 começa o ocaso e as tiragens dos jornais de opinião começam a cair. Até que, num certo momento, surge um prato ideal, bem no momento em que os jornais estavam loucos para recuperar a glória perdida: um bando de atrapalhados, com esquemas de aloprados para cá, mensalão para lá. Olha, se você olhar a campanha do impeachment, ela foi tão sem critério quanto essas mais recentes. Eu era o jornalista que o Collor mais detestava, mas chegou uma hora que pulei fora. Tinha um programa de TV antes de voltar para a Folha que o Collor assistia só para me xingar. Ele me tirou do ar aqui em São Paulo e em Brasília. Mas saí da campanha do impeachment porque começaram a abusar, a inventar matérias. O que ocorreu agora foi uma repetição. Aí entram os lobbies empresariais querendo pegar carona no antilulismo para suas jogadas. De repente, a cada nova matéria que saía, aumentava a aprovação do Lula. Parte da classe média aderiu ao Lula.

Fórum – No caso dos cartões corporativos, houve muita histeria na cobertura?
Nassif –
Isso é uma bobagem sem tamanho. Fizeram um carnaval em cima da tapioca. Tem abuso? Tem. Mas existe um problema na cobertura da imprensa que é especialmente comum em épocas de CPI. A realidade vem aos pedaços e é preciso fazer um esforço para entender o todo. Mas quando você não estabelece uma estratégia, cada bobagem vai sendo divulgada. O todo, nesse caso, é um conjunto de pequenas coisas irrelevantes. O Globo foi o único que deu uma matéria mais consistente. Para saber o que é abuso, o primeiro passo é descobrir o que pode e que não pode ser comprado com cartão.

Fórum – As pessoas deixam de ser jornalistas e se transformam em jagunços da informação…
Nassif –
Quando o jornalismo é usado como arma de batalha na formação de uma frente para derrubar o governo, todo o pensamento independente dos colunistas é eliminado. Você pega a Folha, por exemplo. Rei morto, rei posto. Com a mudança de comando, as pessoas começaram a tentar entender e se colocar no novo universo que vinha por aí. Com a falta de parâmetro, ficou todo mundo pró-cíclico, que é um termo econômico. Se eu estou indo numa direção, então vamos radicalizar nela. Fica o jornal inteiro numa linha só. A Folha está começando a sair da armadilha agora. De vez em quando o Fernando Barros e Silva escreve alguma coisa. Tem o Marcelo Coelho, que é um cara ponderado. E tem o ombudsman, que faz a diferença.

Fórum – O Mário Magalhães.
Nassif –
Ele é muito bom também, mas o antecessor, o Marcelo Beraba, foi extraordinário. Não apenas pelo conhecimento jornalístico, mas por investir contra a maré naquele momento de macartismo.

Fórum – Então houve um momento de macartismo?
Nassif –
Houve, claro.

Fórum – Qual foi o ponto alto desse macartismo?
Nassif –
Quando começaram aquelas capas malucas da Veja. A história dos dólares de Cuba foi uma maluquice sem tamanho. Tem também a capa do presidente com o pé na bunda e aquela outra inexplicável, das contas no exterior. Aquele era o espaço para a Folha ter cumprido o papel que cumpriu nas Diretas.

Fórum – O senhor acha que existe um componente pessoal nesse caso, que é a relação conturbada entre o Otavio Frias Filho e o presidente Lula?
Nassif –
O Otávio é um sujeito inteligente. O angu é outro. Quando existe uma mudança de guarda e a tropa não sabe como se colocar, ela tenta adivinhar o que o novo rei quer. Daí passa a radicalizar para se posicionar no novo tempo. A grande imprensa precisa contemplar um leque maior de posições. Os donos das empresas de comunicação não são ideológicos, eles apenas tentam descobrir para onde vai o pêndulo da opinião pública.
Fórum – Foi na blogosfera que esse jogo virou?
Nassif –
O público estava desconfiado da radicalização da mídia quando os blogues surgiram explicando e dando um rumo. A mudança de cenário exigia uma baita sensibilidade para entender os novos ventos e não se deixar conduzir pelo processo de manada. Tem que ter muito culhão para ficar uma, duas, três semanas em uma posição contrária ao que o seu leitor quer de imediato. Tem que ter segurança jornalística. O Globo caminhava para se tornar o melhor jornal brasileiro até que, de repente, entra o Ali Kamel com o tacão dele. Não é que ele chega e dá uma ordem, ele emite sinais.
O papel da direção é delicado nestas horas. Um sinal mal passado envenena o ambiente e leva todo mundo para uma direção errada. A saída do Franklin Martins foi um baque. Quando começaram a degolar A e B, criou-se uma insegurança de alto a baixo. Aquele corpo de colunistas que eram como ilhas dentro de cada publicação não existe mais. O medo se impõe. Tem colunista na Folha que escreve 250 colunas por ano em cima do mesmo tema. Tem alguma coisa errada. Se você escreve só a favor ou só contra o governo, não influencia nada. Por que eu vou ler aquele cara se ele fala sempre a mesma coisa? Os jornais precisam de grandes estrategistas para estabelecer a pluralidade. Faz falta um Mino [Carta] dos anos 70 ou um Cláudio Abramo.

Fórum – O nível de dependência do colunismo político está muito alto?
Nassif –
Fui durante 17 anos colunista da Folha e só me senti constrangido no finalzinho. Muito em função do afastamento do senhor Frias.

Fórum – Por que constrangido?
Nassif –
Por causa desse clima maluco. Na Folha sempre joguei no contraponto, até que começou a encheção.

Fórum – Que tipo de encheção?
Nassif –
Ah, não vou entrar nisso. Não é o caso. Tenho o maior carinho pela memória do senhor Frias.

Fórum – A TV Globo também vai na esteira da Veja?
Nassif –
O Evandro Carlos de Andrade levou 15 anos para livrar a Globo do trauma das Diretas. De repente chega o Kamel e, em dois anos, estraga todo o trabalho do cara.

Fórum – O senhor cita em um dos seus artigos dois grandes momentos em que houve um erro coletivo da imprensa: o caso dos dossiês e o da TAM.
Nassif –
O caso da TAM foi um absurdo, a revanche das eleições. Na primeira reunião com a imprensa já estavam claras as principais suspeitas, mas só o pessoal das revistas especializadas se deu conta disso. Os jornalistas foram lá com a incumbência de colocar a culpa no governo. A TV Cultura convidou um especialista no dia do acidente. Ele disse, no intervalo: isso é problema do reverso.
Um leitor que trabalha na Abril mandou um e-mail falando sobre a reação na redação da Veja. A idéia básica era: o Lula se ferrou. Quais eram as possibilidades? Problema na pista, erro do piloto ou pane no avião. Eu tive uma discussão com o Ali Kamel porque chamei ele de testador de hipóteses. O que a Globo fez: escolhia uma hipótese e apostava tudo nela. Não dava certo, ia para outra.

Fórum – Até onde vai essa sua briga com a Veja?
Nassif –
Meu tempo é muito escasso. Esse negócio da Veja não é só publicar matéria. Tenho que ter uma baita estratégia para entender qual vai ser o próximo ataque deles. Vou fazer mais algumas colunas e depois jogar no ambiente do iG. Vou pedir colaboração dos leitores. A parte factual está contemplada. O que eu quero é uma discussão ampla em torno dos caminhos do jornalismo a partir do caso da Veja. Vamos gerar um PDF e lançar como livro, mas sem editora. Quem quiser pegar e imprimir, pode. Vai ficar disponível para quem quiser. O objetivo é discutir o jornalismo.
O angu da guerra é a capacidade que eles têm de me caluniar, tendo como garantia o poder financeiro da Abril e o departamento jurídico da editora, e isso é uma coisa descomunal. O que eles estão fazendo contra mim? Entram lá com seis ações e ainda pegam pessoas da própria publicação, como o Mainardi e o Reinaldo Azevedo, pra me atacar. Como você enfrenta isso aí? Estou pagando pra ver. Querem me matar? Então matem. Mas vão sangrar. E eu faço uma aposta com vocês aqui: até o fim do ano, Eurípedes Alcântara e Mário Sabino não serão mais diretores da Veja. F



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