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Divulgação solidária: A revista Fórum dedica este espaço à divulgação de iniciativas ligadas à economia solidária. Se você participa ou promove algum tipo de empreendimento relacionado ao comércio justo e solidário, entre em contato...

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Divulgação solidária: A revista Fórum dedica este espaço à divulgação de iniciativas ligadas à economia solidária. Se você participa ou promove algum tipo de empreendimento relacionado ao comércio justo e solidário, entre em contato conosco para divulgá-lo.

Por Por Daniele Próspero

 

LANÇAMENTO
Economia Solidária: de volta à arte da associação é a nova publicação do Ibase, em parceria com a Associação Nacional dos Trabalhadores e Empresas de Autogestão. O autor, João Roberto Lopes Pinto, coordenador do instituto, realizou uma pesquisa que revela dados interessantes, como o fato de 63% dos entrevistados terem percebido melhora no seu bem-estar graças à associação. Destes, 19% ficaram mais tranqüilos e bem-humorados; 18% mais responsáveis e 16% mais cooperativos e solidários. O livro pode ser adquirido pelo telefone: (21) 2509-0660.
Fórum – Que idéia você quis trazer com o título do livro? Na sua visão, a associação havia sido esquecida ou sufocada pela forma de trabalho das empresas?
João Roberto – São pelo menos dois sentidos que estão presentes na expressão. Ou seja, a prática da auto-organização dos trabalhadores que marcou o início do movimento operário acabou por ser domesticada pela consagração de direitos sociais relacionados ao emprego assalariado. Mas, com a crise do emprego assalariado estável e a flexibilização de direitos, retoma-se a prática associativa dos trabalhadores na gestão da produção e comercialização, pondo em questão a própria verticalização característica do movimento sindical de base reivindicatória e que não questiona a divisão entre capital e trabalho.
Outra dimensão refere-se ao fato de que o associativismo, que teve uma grande efervescência nos anos 1980, é retomado não no campo das lutas por melhorias nos serviços públicos, como no caso das chamadas associações de moradores ou de bairro, que marcaram aquele período. O associativismo é retomado exatamente no campo das relações econômicas e incide exatamente na economia de mercado e não tanto na economia pública representada pelo Estado. Isso não significa que o Estado não tenha importância, mas o fato é que a economia solidária reivindica a participação nos mecanismos de produção e distribuição da riqueza.
Fórum – Quais os grandes benefícios para os trabalhadores ao se organizarem de forma associativa?
João Roberto – Não podemos desconhecer a fragilidade econômica destes empreendimentos, considerando o meio adverso de um mercado predominantemente desregulado em favor do ganho de alguns poucos. Mas também é verdade que estes empreendimentos associados têm demonstrado a capacidade de organização dos próprios trabalhadores na construção de caminhos para a manutenção e geração de ocupação e renda. Há exemplos também de empreendimentos que, graças à cooperação, conseguem avançar ao agregar valor à produção, bem como na construção de canais de comercialização. Sem dúvida, a grande novidade da economia solidária é o seu conteúdo político, os trabalhadores estão se envolvendo em ações coletivas para construir alternativas de produção e comercialização.

Grupo Vida em Ação
Ivani, Kilze, Edna, Patrícia, Paixão, Socorro e Marlene. A vontade de dar um novo rumo à vida de suas famílias e enfrentar o desemprego crescente na região onde vivem foi o que uniu este time de mulheres. Há três anos, elas fundaram o Grupo Vida em Ação, na região de Capão Redondo, zona sudoeste da cidade de São Paulo, com a proposta de utilizar como matéria-prima o refugo da indústria têxtil para confeccionar produtos.
As mulheres utilizam a técnica do fuxico, por exemplo, para a elaboração de produtos de decoração, como luminárias
e tapetes, além de artigos da linha mesa e banho e de acessórios femininos. Segundo a artesã Marlene da Conceição, trabalhar
de forma associativa trouxe diversos benefícios para o grupo, além do aumento da renda. “Isso tudo passou também por um despertar de consciência política, participação social, ampliação da auto-estima, maior compromisso comunitário, alegria, entre tantas outras coisas”, conta.
As encomendas dos produtos podem ser feitas pelo e-mail: grupovidaemacao@yahoo.com.br. Os panos de prato podem ser adquiridos a partir de R$ 2,00 e o preço da colcha de fuxico é R$ 250,00.

Grupo EA
Nos encontros promovidos por um Clube de Troca, em São Paulo, Emilia Maria dos Santos, de 68 anos, recebeu o incentivo necessário para começar a produzir sabão e sabonete para comercializar. Reuniu mais dois conhecidos e formou assim, há três anos, o Grupo Empreendimento Alternativo Produtos Ecológicos, que busca trabalhar dentro dos princípios da economia solidária. Em um barracão ao lado da casa de Emilia, no Jardim Ângela, periferia da capital paulista, o grupo produz sabão a partir do óleo reciclado doado por moradores do bairro, além de sabonetes de glicerina à base de ervas naturais, como erva-doce ou camomila, em diversos tamanhos e formatos.
O preço dos produtos varia de R$ 1,00 a R$ 3,00. Emilia conta que as dificuldades são muitas, principalmente para conquistar novos clientes, mas que eles não desanimam, principalmente pelo apoio que recebem da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade de São Paulo. Agora, o grupo quer seguir o caminho da regularização para conseguir ampliar a produção, além de melhorar a qualidade das embalagens. Informações pelo telefone: (11) 5891-7686.

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