Consol

Coluna Por Daniele Próspero   Os associados da Cooperativa de Consumo Popular Solidário Ltda. (Consol) atuam, desde 2003, no Rio Grande do SuI e sempre estiveram presentes...

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Coluna

Por Daniele Próspero

 

Os associados da Cooperativa de Consumo Popular Solidário Ltda. (Consol) atuam, desde 2003, no Rio Grande do SuI e sempre estiveram presentes nas edições do Fórum Social Mundial. Mas, a partir da participação de 2005, muita coisa mudou. A Consol foi uma das responsáveis pelas tendas de abastecimento do Fórum. Naquela ocasião, foi criada uma grande central de distribuição e quatro mercados, distribuídos no território do Fórum. Um deles, instalado dentro do Acampamento da Juventude, funcionou 24 horas por dia.
Nesses espaços, a pessoas puderam comprar diversos produtos,’ principalmente alimentícios, elaborados por empreendimentos solidários. Segundo Miguel Steffen, essa reunião dos empreendimentos em um mesmo local potencializou as vendas de muitos produtores. “Foi um grande momento para a Consol, pois conseguimos mostrar o nosso trabalho para o Brasil e para o mundo. Foi a primeira experiência de mercados solidários e, com isso, pudemos conhecer como funcionam na Europa as lojas de comérciorjusto. Fomos ainda convidados a participar de diversos grupos de discussão nacional sobre o tema da comercialização”, conta Steffen. A partir disso, a cooperativa conquistou também apoio financeiro da Secretaria Nacional de Economia Solidária e da Fundação Banco do Brasil para a sua ampliação.
Graças a isso, no mês de dezembro, a Consol inaugurou duas lojas — a Mundo Paralelo —, em Porto Alegre e em Novo Hamburgo. Os espaços, alëm de promoverem a venda de produtos solidários de diversas partes do país, contam com café/bar e também escritório de negócios para as vendas no atacado. Os clientes podem encontrar desde produtos de grupos quilombolas do Tocantins até itens elaborados por egressas do sistema penal de Rondônia. A Consol faz parte do Grupo de Trabalho Nacional que discute a elaboração de normas que regulem e fomentem o comércio justo e solidário. Informações pelo e-mali: consolbrasiI@gmail.com

Mutirão Quilombo da Serra
Ary Moraes faz parte de uma associação de pequenos agricultores de Teresópolis, a 92 kni da capital fluminense, e trabalha com a família no cultivo agroecológico e no beneficiamento de plantas.medicinais. SÓ na cidade, são 180 agricultores e chegam a 600 em todo o estado. Mas, a partir de sua participação no FSM, Ary teve a oportunidade de mostrar ao mundo os benefícios de se gerar renda beneficiando o meio ambiente.
Em 2005, Ary e sua associação estiveram presentes na feira de agricultura familiar e economia solidária promovida no Fórum, que contou com a participação de cerca de 150 produtores. “Levamos, para abastecer os restaurantes e lanchonetes deste Fórum, desde frutas tropicais do Nordeste e da Amazônia e seus produtos regionais até verduras, frutas e legumes produzidos de forma agroecológica na região Sul.” A associação vendeu R$ 800 em produtos agroindustriais — mel e derivados de plantas medicinais, como elixires e xaropes, entre outros. Em Caracas, em 2006, a história não foi diferente e lá estava Ary novamente lutando pelo que acredita. “Outro mundo é possível, mas no nosso dia-a-dia outra economia-já acontece. Não somos caso de política compensatória, reforma social e nem de polícia. Queremos uma nova constituição para os trabalhadores trabalhadoras da economia solidária”, aponta.
Em Teresópolis, essa nova economia ganha força com a moeda social tupi, que os produtores lqcais utilizam para trocar numa feira e gerar renda para suas famílias. Muitas pessoas que antes estavam deixando de plantar porque não,conseguiam vender seus produtos agora voltaram a plantar para trocar na feira. Informações: rhguarilha@uol.com.br



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