Vitrine Solidária

Fórum dedica este espaço à divulgação de iniciativas ligadas à economia solidária Por Brunna Rosa   Mazuca de Agrestina, ritmo que mistura origens indígenas, africanas e européias,...

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Fórum dedica este espaço à divulgação de iniciativas ligadas à economia solidária

Por Brunna Rosa

 

Mazuca de Agrestina, ritmo que mistura origens indígenas, africanas e européias, tem seu primeiro CD
O município de Agrestina, localizado a 149 quilômetros do Recife, abriga um ritmo quase perdido da cultura brasileira. Originário da miscigenação entre índios e escravos, e inspirado na mazurca, dança polonesa que animava as casas grandes, a mazuca de Agrestina tem como protagonista uma personagem mais do que especial.
Dona Amara Maria da Conceição, com 106 anos, é a principal disseminadora dessa cultura. Seus avós foram os responsáveis pela introdução do ritmo na região. Parteira e casada sete vezes, dona Amara é quem nos explica em depoimento no recém-lançado CD Mazuca de Agrestina: “Quem me ensinou a mazuca foi meu avô e minha avó, onde eles iam dançar eu ia também. Eu achava bonito”.
Segundo Herbert Lucena, cantor, compositor caruaruense e responsável pelo Coreto Records, selo que lançou Mazuca de Agrestina, o ritmo surgiu do encontro dos escravos fugitivos com os índios que viviam no meio do mato. “Ainda sob o domínio dos senhores, eles viam as famílias se reunirem nas casas grandes ao som e bailar da mazurca [com “r”], dança de salão de origem polonesa. Dando assim origem à mazuca, a mistura de pandeiro, ganzá e batida de pés”, explicou. “Com o apoio da prefeitura de Agrestina, os mais antigos da cidade começaram a dar aulas aos mais jovens, que vão se apaixonando porque já está no sangue.”
Com 26 integrantes e 16 faixas, o CD é o registro histórico de 12 músicas tradicionais da mazuca e mais três faixas de depoimentos de dona Amara, além de uma faixa remixada. O disco apresenta ainda um documentário sobre a mazuca e dona Amara.
Contato: www.herbertlucena.com.br
ou pelos telefones (81) 3445.8586 e 8743.0443

Farejador da Economia Solidária O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) criou um sistema para facilitar a vida de quem quer se envolver e contribuir para a economia solidária. São nove ferramentas que ajudam a localizar empreendimentos solidários, além de manter informado o ativista através do banco de deliberações da economia solidária, colabora na busca de entidades e organizações que trabalham com formação em economia solidária no país. É possível também encontrar informações sobre o calendário das feiras em Rede de Economia Solidária e Agricultura Familiar e bibliografia para a formação, assim como um amplo banco de dados mundial sobre o uso de moeda social e outro com marcos jurídicos dos direitos humanos, da economia solidária e do terceiro setor. Confira na página eletrônica: www.fbes.org.br.

Projeto Índios On-Line lança dois documentários
Toré – Som Sagrado foi filmado em Alagoas, no município de Porto Real do Colégio, à beira do rio São Francisco, na nação indígena Kariri-Xocó. Os kariri-xocós têm seu território reconhecido com 7.200 hectares, demarcado em 4.419 hectares, mas hoje só usufruem de 699 hectares. As 2.500 pessoas deste povo vivem da agricultura do feijão e do milho, fazendo tijolos e potes de barro ou confeccionando artesanato de madeira e sementes. E o Toré une todos.
Irmãos no Mundo documenta os tumbalalás e os tupinambás, nações que sobrevivem da pesca e da mandioca, sem território delimitado. Os documentários foram produzidos por meio de uma parceria entre as nações indígenas e a organização não governamental Thydewas.
Saiba mais: www.indiosonline.org.br ou pelo e-mail:
anapuaka@indiosonline.org.br.

 



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