Expedição vai cobrar justiça aos assassinatos de líderes Kaiowá-Guarani

Um grupo de profissionais de diferentes áreas, lideranças e militantes da causa indígena, junto com o Tribunal Popular, arrecadam doações para uma expedição ao território indígena Kaiowá-Guarani, no Mato Grosso do Sul. A ideia...

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Um grupo de profissionais de diferentes áreas, lideranças e militantes da causa indígena, junto com o Tribunal Popular, arrecadam doações para uma expedição ao território indígena Kaiowá-Guarani, no Mato Grosso do Sul. A ideia é levar uma equipe de 15 pessoas a diferentes aldeias. O objetivo é produzir relatórios e vídeos sobre as demandas da região, onde a violência é tão constante que já se fala em um processo de genocídio em curso ao povo Kaiowá-Guarani.

Nos últimos oito anos, foram 250 assassinatos de caciques e líderes indígenas. E nos últimos três anos, foram 13 professores indígenas mortos. A espedição pretende cobrar justiça pelos assassinatos e perseguições e ainda cobrar a demarcação das terras, cuja demora é apontada como um dos motivos da violência. Portaria da Funai de 2008 já prevê a demarcação.

Os idealizadores da expedição pretendem arrecadar R$36 mil para as despesas. Até agora, já conseguiram R$16 mil. Faltam R$ 20 mil até 9 de janeiro. Eles cadastraram o projeto no Catarse. Para ajudar a expedição, clique aqui.

 

 



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2 comments

  1. liberdade-ma Responder

    PORQUE É USURPADO AOS KAIOWÁ O DIRETO Á PRÓPRIA UNVESTIGAÇÃO?

    Por que os Kaiwoá não podem fazer as próprias colocações e denúncias de genocídio? Eles precisariam da assessoria dos Iluminados especuladores de dores e lutas alheias do Turismo Pró-Ativo (TP, conhecido como Taba dos Posers em SP, Tribo dos Picaretas no MA e em outros sítios) para detectar seus problemas e apontar os crimes cometidos?

    As famílias indígenas da comunidade supracitada não seriam atores políticos capazes de produzir – com assessoria do TP, se fosse o caso da Boa-Fé – o seu próprio relatório sobre as violências? Quem melhor do que o Povo Kaiowá para indicar onde e como o cacique Nísio morreu? Quem seriam mais indicados para definir quem seriam os profissionais a participarem da investigação e de que forma seriam gastos os 36 mil reais, senão os próprios Kaiowá?

    Não seria típica essa usurpação do protagonismo indígena vinda de uma organização – Turismo Picareta – que, não conseguindo TUTELAR a fala dos indígenas autênticos e de seus apoiadores – deu aval a descendentes de árabes, judeus e italianos para que assumissem “identidade indígena”? Não seria uma credencial de MÁ-FÉ que o TP não se importasse que esses indivíduos assumissem etnias inexistentes ou extintas, como os Puri (assim como não importando os meios da “conquista da indianidade” – passando da falsidade ideológica ao matrimônio interessado), permitindo que esses sujeitos passassem a falar por outrem, em nome das populações indígenas do Brasil – trazendo as suas próprias pautas e agendas, que, na maioria das vezes, em nada dizia respeito aos Povos Indígenas, apenas aos “militantes amigos”.

    Usurpar a voz dos Povos Indígenas não seria tão criminoso quanto negá-la?

    A usurpação da representação não seria o jogo que o Conselho Indigenista Missionário faz há décadas, com a CNBB (Igreja Católica Apostólica Romana) colocando “lideranças” e etnias amestradas para representar os Povos Indígenas e protagonizar as falas, em detrimento das lideranças originárias de base? Akiaboro, garoto propaganda de Lula e Carlos Minc, no lugar de Raoni Metuktire? Seria o TP o CIMI dos anos 2020/2030, os seus dirigentes os novos Paulos Maldos e Gilbertos Carvalhos, plantando mais uma vez as patas sujas da impostura e da vilania a serviço do capital transnacional no Palácio do Planalto?

    Os 36 mil reais não seriam mais úteis em cestas básicas ou apoio à Saúde Indígena em Dourados do que bancando a cervejinha e o frango a passarinho dos índios de araque – mamelucos – e demais vagabundos reformistas de SP, apoiados pelo CIMI e o PSOL, como não podia deixar de ser, sempre fazendo auto-promoção às custas das Tragédias étnicas, comunais e familiares alheias, especulando “discussões” às custas de Crimes Contra a Humanidade? Capitalizar Mortes não seria tão vil quanto Ceifar Vidas, não seria cobrir de escárnio vidas vividas com tanta luta e tanta verdade?

    Por que não pedem os 36 mil ao partido do democrata cristão e principal assessor do construtor e fiador de mais de 13 hidrelétricas e udenista, Carvalho Pinto, a quem fizeram campanha para presidência? Por que esse recurso não foi solicitado ao deputado Ivan Valente, ao suplente do Latifúndio no Senado, o traidor Nery, à bancada carioca traíra do PSOL e demais “companheiros” de trairagem? Por que não pedem aos deputados traidores dos Povos Indígenas e apoiadores do Código Florestal da Agroindústria a quem auxiliaram a tentar fazer lideranças indígenas de bobas – que NÃO SÃO E NUNCA FORAM – no ano de 2010? Por que não pedem ao amigo deputado da Baixada Fluminense, por que não pedem senador de Dilma que quer acabar com o que resta da FUNAI?

    Como bate no sistema nervoso central uma maconha tragada às custas das Tragédias, Dores e Assassinatos sofridos pelos Guarani-Kaiwoá? Qual é o sabor do frango a passarinho pago com o capital simbólico do assassinato de outrem, das dores de outro; como é a ressaca de um chopp pago com capital político – lutas e dores de toda uma vida – de terceiros? Qual o preço de se lucrar com a Injustiça?

    Qual é o preço espiritual de se esconder do coletivo que companheiros da base – com os quais dividiram refeição – estão presos enquanto elegem prisões simbólicas para bradar contra o Estado? Qual é o preço de se apoiar conscientemente indivíduos que se sabe ser traidores dos Povos Indígenas e dos companheiros?

    É sacanagem com expedicionários de fato, que desbravaram o Brasil nos séculos XIX e XX, arriscando as suas vidas e atravessando vastos territórios, outrora hostis, cobrindo à pé, de canoa e à cavalo os biomas Amazônico, Pantaneiro e de Cerrado, tendo passado fome e todo tipo de percalços, batizar de “expedição” uma viagem com saídas diárias e refrigeradas da Rodoviária Barra Funda pela Viação Motta (SP-Dourados, 011-5531-7628), tendo dezenas de bares, restaurantes, hotéis e puteiros no destino final.

    Precisa-se de 36 mil reais para “denunciar as perseguições e as mortes dos professores indígenas” ? Povos Indígenas são Idiotas? Militantes são imbecis?

    É remunerada a militância voluntária dos especuladores de crimes contra a humanidade e neutralizadores de lutas autênticas do Tribunal Popular? Quando esses vagabundos/criminosos vão parar de especular, instrumentalizar e CAPITALIZAR as lutas, dores e tragédias alheias, impostores e ladrões?

  2. Rodrigo El Osta Responder

    ótima matéria. Parabéns !


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