Edição de janeiro traz polêmica sobre morte de Neruda e espionagem na USP

Revista traz reportagem especial a respeito das novas investigações sobre a verdadeira causa da morte de Neruda e um documento obtido com exclusividade mostra que atividades de estudantes e trabalhadores da USP foram monitoradas durante um movimento de greve de 2010

234 0

Revista traz reportagem especial a respeito das novas investigações sobre a verdadeira causa da morte de Neruda e um documento obtido com exclusividade mostra que atividades de estudantes e trabalhadores da USP foram monitoradas durante um movimento de greve de 2010

Por Redação

A edição 106 da revista Fórum, já nas bancas, traz reportagem especial feita por Victor Farinelli, direto do Chile, a respeito das novas investigações sobre a verdadeira causa da morte do poeta Pablo Neruda. A Justiça do país questiona a versão de que ele teria falecido em decorrência de um câncer, e uma testemunha-chave, entrevistada na matéria, garante que Neruda teria sido assassinado a mando da ditadura chilena.

A outra matéria de destaque na capa diz respeito à USP. Fórum obteve um documento que relata atividades de estudantes, professores e trabalhadores da universidade, monitoradas durante 28 dias nos quais se discutia um movimento de greve. A “sala de crise” da USP conseguiu acesso a informações que, de acordo com sindicalistas, teriam circulado somente em reuniões muito restritas, o que sugere a utilização de métodos pouco “ortodoxos” de investigação. Em entrevista, o reitor da universidade, João Grandino Rodas, explica outras polêmicas, como o caso da doação e de compra de tapetes orientais.

A edição de janeiro conta com a estreia da série Jornalismo em Quadrinhos, de Carlos Carlos e Alexandre de Maio. Leia também:

– Vange Leonel fala sobre o ano de 2011 para a comunidade LGBT

– Túlio Vianna aborda a questão do direito ao próprio corpo

– Cynthia Semíramis traça o panorama da Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

– Idelber Avelar analisa a derrota dos EUA no Iraque e o declínio de um modelo

– Pedro Venceslau questiona até onde a Globo poderá ignorar as Olimpíadas de 2012

– Sâmia Gabriela Teixeira conta a trajetória de duas palestinas que lutam de forma distinta pela sua pátria

– Fernando Luiz Lara explica como impera o paradigma do asfalto no Brasil

– Mouzar Benedito reivindica em sua crônica: quer o Paysandu no Brasileirão.

Leia abaixo o abre e o início da reportagem Uma história de espionagem na USP

No dia 27 de outubro, três estudantes foram presos pela Polícia Militar na USP acusados de portar maconha. A ação desencadeou um confronto entre alunos da universidade e a PM que levou à ocupação do prédio de administração da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH). A principal reivindicação era a saída da PM do campus.

No dia 1º de novembro, porém, após uma tumultuada assembleia, os estudantes da USP aprovaram a desocupação do prédio da FFLCH. Mas na madrugada do dia 2, parte do grupo derrotado decidiu ocupar a reitoria.

A ação desencadeou uma grande polêmica, tanto na universidade como na sociedade paulista. Muitos consideraram que o fato de a decisão da assembleia ter sido desrespeitada tirava legitimidade daquela ação. A mídia comercial tradicional foi além. Tratou todo o movimento como algo de playboyzinhos e patricinhas maconheiros, que queriam a saída da Polícia Militar do campus para poder festar impunemente.

A pauta era outra. Estava em discussão a revogação do convênio entre a PM e a universidade, o fim dos processos administrativos contra alunos, professores e funcionários e um novo regimento geral para a USP. Parece algo menor, mas guarda relação com a autonomia da universidade e com a necessária independência do campus. Que outra universidade de país democrático tem polícia armada no seu campus?

Mas isso não é tudo. Que outra universidade de um país democrático tem um esquema de arapongagem de alunos, professores e lideranças de trabalhadores no campus?

Fórum recebeu e publica com exclusividade um relatório da greve de abril de 2010 que teria sido produzido pela “sala de crise” e enviado a Ronaldo Pena, diretor  da divisão técnica de operações e vigilância da Coordenadoria do Campus (Cocesp), a quem cabe a segurança do Campus. É algo no padrão do que à época da ditadura militar faziam os agentes do Serviço Nacional de Informação (SNI).

Na manhã do dia 16 de dezembro, uma sexta-feira, depois de ter concedido entrevista para o repórter Igor Carvalho no dia 8, o reitor João Grandino Rodas fez uma visita de cortesia à redação da Fórum. Na ocasião, foi informado de que a revista estava para receber ainda naquela tarde esta documentação e que gostaria de ouvi-lo.

Rodas foi muito solícito e se colocou a disposição para tratar do assunto quando o documento chegasse às nossas mãos.Fórum entrou em contato com a assessoria do reitor naquele mesmo dia. Não obteve resposta.

De qualquer forma trechos da entrevista concedida por Rodas tratando de outros aspectos relacionados à instituição podem ser lidos a partir da página 15.

Arapongagem numa universidade pública em tempos de democracia é algo assustador.

Leia a matéria na íntegra na edição de janeiro da revista Fórum, nas bancas. Caso você não encontre, entre em contato conosco pelo assine@revistaforum.com.br ou pelo telefone  (11) 3813-1836.



No artigo

x