Hackear = ativismo cidadão

Ciberativistas explicam como funciona esse novo tipo de protesto, durante o evento Conexões Globais 2.0, no Fórum Social de Porto Alegre Por Adriana Delorenzo, de Porto Alegre  Nos dias 18...

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Ciberativistas explicam como funciona esse novo tipo de protesto, durante o evento Conexões Globais 2.0, no Fórum Social de Porto Alegre

Por Adriana Delorenzo, de Porto Alegre 

Nos dias 18 e 19 de janeiro, foi organizada uma ação em resposta ao pedido de prisão dos fundadores do site de compartilhamento MegaUpload, solicitado pelo FBI. Em seguida, diversos sites foram retirados do ar, como o da Warner Music, o próprio FBI, Departamento de Justiça norte-americano, entre outros. “Isso é um ataque? Não, é um protesto”, explicou o ciberativista Sérgio Amadeu, durante o evento Conexões Globais, que acontece no Fórum Social Temático, em Porto Alegre.

Na ocasião, milhares de ativistas-hacker, articulados pelo grupo Anonymous, se mobilizaram para defender a liberdade na rede. Segundo Amadeu, esse novo tipo de protesto junta a ação da inteligência coletiva dos hackers com o ativismo. “Precisamos trazer os movimentos sociais e sindicais para essa briga”, defendeu, na mesa sobre “Ferramentas sociais para ativismo e militância política”.

Hackear é o novo termo que define as lutas travadas na rede. Como explicou Marcelo Branco, ativista de software livre, trata-se de “ocupar os espaços, é entrar dentro das estruturas para levar as nossas propostas”.

É esse o espírito levado à prática no Coletivo Fora do Eixo. “Em cima da dificuldade, criamos uma oportunidade”, disse Pablo Capilé, um dos articuladores do coletivo. Da crítica aos modelos de universidade, representações, partidos e sociedade, o coletivo criou um outro modelo. Para ele, hoje, o desafio é criar uma rede das redes, conectando todos os ativistas, ocupando os espaços, multiplicando-os, criando um lastro.

Como disse Amadeu, a rede é a intermediação desse novo ativismo, que ganhou a força da tecnologia. O espanhol Javier Toret, articulador do movimento 15-M, destacou como a tecnologia pode ser estratégica. Na Praça do Sol, em Madrid, onde milhares acamparam no ano passado, a transmissão via streaming do protesto fazia com que a repressão fosse menor. “Era muita gente filmando e transmitindo.”



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