Cinqüenta ong´s mexicanas denunciam a criminalização das reivindicações sociais

Mais de cinqüenta organizações não governamentais (ong´s) e entidades civis mexicanas denunciaram nesta segunda-feira, 15, em Genebra a criminalização das revindicações sociais e a impunidade de agentes do Estado que perpetuam as violações aos...

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Mais de cinqüenta organizações não governamentais (ong´s) e entidades civis mexicanas denunciaram nesta segunda-feira, 15, em Genebra a criminalização das revindicações sociais e a impunidade de agentes do Estado que perpetuam as violações aos direitos humanos.

“O governo a exigência do cumprimento dos direitos humanos”, declarou Vidulfo Rosales Sierra, representante do Centro de Direitos Humanos da Montana Tlachinollan, do estado de Guerrero, o mais pobre do país. Tlachinollan faz parte da rede todos os direitos para todos e todas(Red TDT), formado por cinqüenta entidades defensoras dos direitos humanos no México. Segundo o texto, “ apesar do México ter recebido um grande número de relatores e relatoras e que tenha sido objetivo de numerosas recomendações, estas não estão se traduzindo em ações concretas por parte do estado mexicano, nem tampouco no que tange os direitos humanos como prioridade dentro das políticas públicas”

O relatório constata que a impunidade é um "fator que parece ser elemento comum das violações dos direitos humanos".
"Neste contexto, as autoridades federais, estaduais e municipais se comprometeram com uma política de repressão e criminalização do protesto social", declara o documento.

Essa política acrescenta o documento, "envolve ações repressivas da polícia, que nunca são investigadas e punidas, e, ao mesmo tempo, supostamente para tornar legal injustiça e utilizar a lei para punir àqueles que enfrentam o Estado exigindo seus direitos." Como exemplo, Rosales salientou que só no último ano foram registrados em Guerrero 201 casos de prisões arbitrárias.

No total, (Red TDT) registrou 60 casos de criminalização do protesto social. Além disso, o texto aponta que "o país está experimentando uma violência estrutural lacerante, exercidas pelas instituições, que se manifesta tanto na desigualdade como na repressão". 



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