Evento discute futuro da matriz energética e pré-sal

O primeiro dia do seminário nacional "Energia, Desenvolvimento e Soberania: Estratégias da CUT", que aconteceu nesta quinta-feira, 18, em São Paulo, discutiu energia, suas potencialidades e impactos na consolidação de um projeto de desenvolvimento...

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O primeiro dia do seminário nacional "Energia, Desenvolvimento e Soberania: Estratégias da CUT", que aconteceu nesta quinta-feira, 18, em São Paulo, discutiu energia, suas potencialidades e impactos na consolidação de um projeto de desenvolvimento e meio ambiente.

O evento, que vai até sexta-feira, 19, em São Paulo, quer aprofundar o debate sobre a matriz energética, subsidiar e formular as propostas da CUT sobre o assunto.
Na primeira palestra da mesa de debates que discutiu matriz energética, desenvolvimento e meio ambiente, o professor do Instituto de Economia da USP, Ildo Sauer, realizou um breve histórico do processo da matriz energética brasileira.

Para o especialista, é necessário debater acerca do excedente econômico gerado pela descoberta do pré-sal. “Em uma possível conta, podemos afirmar que o pré-sal pode produzir cerca de 105 bilhões de barris por dia, a mais ou menos 10 dólares de custo cada e a venda de 100 dólares. Com isso, teríamos um bilhão de dólares por dia”, calculou o professor, que em seguida reiterou. “O desafio é organizar um modelo que delegue à Petrobrás a administração da camada pré-sal. Acredito que essa mudança só possa ser feita por uma operação liderada pela Petrobrás”.

Ildo não acha razoável a criação de uma nova empresa para gerenciar a camada de petróleo, recém-descoberta pela Petrobrás, e defende também o fortalecimento da empresa, que tem cerca de 40% de suas ações na bolsa de Nova Iorque, além do fim dos leilões de gás e petróleo. “Defender uma outra empresa e criá-la às pressas é o caminho mais rápido para colocá-la nas mãos dos abutres.”

Em seguida, o coordenador da Comissão Nacional de Meio Ambiente, Temístocles Marcellos Neto, afirmou que a CUT deve pautar suas confederações e federações sobre o tema e também sobre o meio ambiente. Já para Franklin Moreira, da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), é necessária a construção de uma política energética que garanta o controle social.



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