Minas Gerais e Goiás mantêm greves nas redes estaduais de educação

Milhares de trabalhadores em educação de Minas Gerais, em greve desde o dia 28 de agosto, interromperam o trânsito na BR 381, na altura de Betim, por mais de uma hora, na semana passada....

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Milhares de trabalhadores em educação de Minas Gerais, em greve desde o dia 28 de agosto, interromperam o trânsito na BR 381, na altura de Betim, por mais de uma hora, na semana passada.

A passeata, que ocupou duas das três pistas da rodovia, saiu da Praça Milton Campos e seguiu até o quilômetro 591, sentido Minas – São Paulo, retornando para o ponto de partida.

Na altura do quilômetro 496, a categoria realizou um rápido ato, com a participação do presidente da CUT Minas, Marco Antônio de Jesus, e representantes de segmentos que apóiam a categoria.

A mobilização teve por objetivo dialogar com a sociedade sobre a realidade da educação em Minas e deixar o recado para o governo do Estado: "A greve continua! E a pressão dos trabalhadores da rede estadual de ensino continuará até que o governo negocie de fato com a categoria".

A coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Inez Camargos, afirma que a greve é o último recurso da categoria para garantir conquistas.

"O governo diz que não negocia com a categoria em greve. Mas sabemos que também não negocia sem a pressão dos trabalhadores. Para pressionar o governo, a mobilização de todos é fundamental", acrescenta.

A continuidade da greve foi aprovada no último dia 9, em assembléia estadual. Nesta terça-feira, 16, Dia Nacional de Mobilização em Defesa do Piso Salarial Profissional Nacional, haverá uma nova assembléia, às 15h, no pátio da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Goiás

Sob um calor de 38 graus os trabalhadores da educação estadual realizaram uma passeata no final da manhã de sexta-feira 12 no Centro da capital goiana.

Os trabalhadores mais uma vez mostraram à sociedade que não vão ceder às pressões e que estão determinados a só retornarem às atividades quando o governo estadual atender às suas reivindicações.

Em greve há 43 dias, a categoria reunida no estacionamento da Catedral Metropolitana, momentos antes da passeata, reafirmou a continuidade da greve, elaborando um intenso calendário de atividades para o decorrer da semana.

Nesta segunda-feira 15, às 9h, eles se reúnem em frente à Catedral, saindo em uma caravana de ônibus rumo a Santa Helena, para promover um barulhento protesto na cidade do governador Alcides Rodrigues.

Na terça-feira 16, tem manifestação às 9h na Secretária da Fazenda. No dia seguinte, se reúnem às 8h em frente à Catedral, de onde saem em caravana de ônibus para a cidade de Anápolis para realizar um ato público na Praça Santana. E na quinta-feira, dia 18, realizam nova Assembléia, às 9h, na Catedral Metropolitana de Goiânia.

Ao contrário do que o governo estava apostando, a greve não terminou e tem se intensificado, segundo o presidente do Sintego, professor Domingos Pereira.

"A indignação dos nossos companheiros com este governo, que tem feito vistas grossas ao nosso movimento, se tornou revolta com os acontecimentos recentes em que o estado acaba de aumentar de 12 para 22 mil o subteto dos supersalários em Goiás, enquanto continuamos com um salário aviltante, desrespeitoso, imoral, com mais de 70% dos funcionários administrativos recebendo menos que o salário mínimo", considerou Domingos.

Domingos acredita que o movimento tende a crescer e lamenta que o governo nada faz para resolver o problema dos alunos que estão há quase dois meses sem aula. "Vamos até o fim", avisa.

(Com informações da CUT)



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