Mumbai é logo ali

Lá é voz corrente entre os participantes do FSM dizer que o Fórum não é um evento, mas um processo. Um processo de reflexão e debate que envolve as mais diversas entidades e movimentos...

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Lá é voz corrente entre os participantes do FSM dizer que o Fórum não é um evento, mas um processo. Um processo de reflexão e debate que envolve as mais diversas entidades e movimentos da sociedade civil no mundo todo e que não se esgota em cinco dias.

Hoje, com a realização do Fórum na Índia, essa tendência se torna ainda mais forte. Desde sua primeira edição, os diversos eventos temáticos e regionais ligados a ele têm se multiplicado em todo o mundo. O Fórum Social Brasileiro, Europeu, Pan-Amazônico e tantos outros são provas de que é possível debater questões locais em moldes semelhantes e com o mesmo método aplicado em Porto Alegre e agora em Mumbai.

A perspectiva indiana traz novos elementos para a discussão. A diversidade religiosa é marcante no país e o Estado secular tem um caráter muito diferente do encontrado no Brasil, na América Latina ou em qualquer outro país do ocidente. A miséria existe, é tão ou mais grave e ampla, mas é diferente. As soluções que surgem dali também serão outras. Mesmo sem apoio governamental, mesmo que falhe a organização, o movimento se engrandece, se globaliza de fato.

E o Fórum volta a Porto Alegre em 2005, já que é a cidade, nas palavras de Boaventura de Sousa Santos, a “capital mundial das alternativas”. Mas seria mais do que necessário que o FSM pudesse ir no ano seguinte à África. Para que mais questões sejam trazidas e o debate enriquecido. Com outras realidades e outras soluções.



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