Protesto contra reformas na educação reúne 80 mil em Paris

Imagens da agência AP e AFP Cerca de 80 mil pessoas protestaram neste domingo, 19, em Paris contra a política educacional do governo françes, principalmente contra seus planos de cortar 40 mil empregos em três...

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Imagens da agência AP e AFP

Cerca de 80 mil pessoas protestaram neste domingo, 19, em Paris contra a política educacional do governo françes, principalmente contra seus planos de cortar 40 mil empregos em três anos, muitos deles de professores. A manifestação, que ocorreu entre a Praça da Itália e a da Bastilha, foi convocada por 47 organizações, entre sindicatos de professores, de estudantes, associações de pais, associações juvenis e movimentos pedagógicos com o lema: "A educação é nosso futuro, não deve ser decidida sem nós."

Entre os presentes estavam líderes da oposição de esquerda, entre eles três dos aspirantes a obterem a liderança do Partido Socialista (PS): a ex-ministra e prefeita de Lille, Martine Aubry, o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, e Benoît Hamon.

Embora não tenha participado, outra pretendente a levar as rédeas do PS, a ex-candidata presidencial Ségolène Royal, expressou sua solidariedade com o protesto. Ela declarou que é um "absurdo um sistema que consiste em retirar" verba da educação em um momento em que "mais de 300 bilhões de euros" são disponibilizados "para o sistema financeiro."

O protesto deste domingo foi o segundo pelas mesmas reivindicações, após o fracasso de outro organizado no último dia 7, que por ter ocorrido em dia letivo não contou com o apoio das associações de pais nem de muitos professores que resistiram a respeitar a greve.

O secretário-geral da federação educacional da União Nacional de Sindicatos Autônomos (UNSA), Patrick Gonthier, disse que durante os cinco anos de gestão do presidente francês, Nicolas Sarkozy (2007-2012), o Executivo pretende eliminar 100 mil empregos na educação, 10% do total.

Este ano haverá um corte de 11.200 postos, essencialmente com a supressão das vagas dos professores que se aposentam, depois dos 9.500 de 2007, e o ministro da Educação, Xavier Darcos, prevê outros 13.500 cortes no orçamento de seu departamento para 2009.

(Com informações de agências)



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