Sétimo encontro internacional da Marcha Mundial das Mulheres reune delegadas de todo o mundo.

Em Vigo, na Galiza, Espanha,  aconteceu o sétimo encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, que juntou 150 delegadas de todo o mundo. Na manifestação, que encerrou o encontro, participaram dez mil mulheres e a...

147 0

Em Vigo, na Galiza, Espanha,  aconteceu o sétimo encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, que juntou 150 delegadas de todo o mundo.
Na manifestação, que encerrou o encontro, participaram dez mil mulheres e a principal exigência foi o fim da violência de género. Na manifestação, e também no encontro, participou uma delegação portuguesa.

A manifestação teve como lema "Mudar a vida das mulheres para mudar o mundo e mudar o mundo para mudar a vida das mulheres" e a principal reivindicação foi o fim da violência de gênero.

Na manifestação ainda foi salientado o apelo à paz e à desmilitarização, a exigência da soberania alimentar para os povos de todo o mundo, a defesa do aborto legal, livre e gratuito, a luta contra a pobreza e a igualdade de oportunidades e de salários no mundo laboral.

Da delegação portuguesa presente em Vigo, a agência Lusa entrevistou Almerinda Bento da UMAR (União das Mulheres – Alternativa e Resposta) e Sandra Frade da AJPaz (Associação Justiça e Paz).

Almerinda Bento disse que a violência doméstica se assume "cada vez mais como um dos problemas mais fortes" das mulheres em Portugal, salientando que entre Janeiro e Agosto de 2008 morreram 32 mulheres, vítimas de agressões dos seus companheiros.

Almerinda Bento considerou ainda que o baixo nível de escolaridade e o consequente baixo nível salarial são outros dos maiores problemas das mulheres portuguesas, sublinhando que "se continua a registar uma grande discriminação salarial para trabalho exactamente igual. Por norma, os homens ganham mais do que as mulheres".

Sandra Frade, da Associação para a Justiça e Paz, concordando, salientou "o longo caminho que falta percorrer" para que em Portugal as mulheres sejam vistas e tratadas "de igual para igual" em relação aos homens.

"Quando há desemprego, quem são as primeiras a sofrer as consequências? As mulheres, claro. Até porque são elas quem, por norma, tem os vínculos laborais mais precários", criticou Sandra Frade.

A Marcha Mundial das Mulheres foi fundada em 1998 e reúne actualmente seis mil grupos femininos oriundos de 163 países dos cinco continentes, realizando de dois em dois anos um encontro anual.

Este ano, o encontro decorreu em Vigo, juntando cerca de 150 delegadas de mais de 40 países.

(Com informações da Esquerda.net)



No artigo

x