Uribe impede investigações sobre paramilitares, afirma diretor para as Américas da Human Rights Watch (HRW)

O chileno José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da Human Rights Watch (HRW), expulso recentemente da Venezuela, apresentou hoje, 16, um relatório que analisa e avalia o trabalho da justiça da Colômbia para revelar...

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O chileno José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da Human Rights Watch (HRW), expulso recentemente da Venezuela, apresentou hoje, 16, um relatório que analisa e avalia o trabalho da justiça da Colômbia para revelar as supostas relações entre grupos paramilitares de ultradireita e políticos do país, a maioria deles de partidos da coalizão governista.
Intitulado "Quebrando o Controle? Obstáculos à Justiça nas Investigações da Máfia Paramilitar na Colômbia", o documento tem 148 páginas e traz como conclusão o fato de que o governo do presidente Álvaro Uribe tem adotado medidas para atrapalhar o trabalho da justiça.
"As autoridades judiciais da Colômbia realizaram avanços sumamente importantes na investigação dos paramilitares e seus poderosos aliados", destacou Vivanco. Apesar disso, prosseguiu, "o governo do presidente Álvaro Uribe segue adotando medidas que poderiam sabotar este trabalho".
Desde que foram iniciadas as investigações, Uribe tem investido sistematicamente contra a Corte Suprema de Justiça, desqualificando depoimentos de testemunhas — algumas delas ex-paramilitares presos — e decisões da entidade.
"O governo de Uribe e as instituições de justiça da Colômbia têm agora a responsabilidade de garantir que tanto os paramilitares como seus cúmplices prestem contas e sejam julgados por seus crimes", afirmou Vivanco.

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