Alemanha: Protesto marca decisão de enviar mais tropas para o Afeganistão

O parlamento alemão aprovou nesta sexta-feira o aumento do contingente militar no Afeganistão. Por esta decisão, a Alemanha passa a ter no Afeganistão mais 850 militares, ficando no total com um contingente de 5.350...

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O parlamento alemão aprovou nesta sexta-feira o aumento do contingente militar no Afeganistão. Por esta decisão, a Alemanha passa a ter no Afeganistão mais 850 militares, ficando no total com um contingente de 5.350 soldados. A Otan ainda pretendia um aumento superior.

No debate no parlamento alemão,  deputados do Die Linke ergueram cartazes anti-guerra, lembrando o ataque feito em Kunduz, que matou dezenas civis em 4 de setembro passado, de responsabilidade do comando alemão. Os cartazes tinham, nomeadamente, nomes dos civis mortos nesse ataque.

O presidente do parlamento, Norbert Lammert, ordenou aos deputados do Die Linke que baixassem os cartazes, mas eles não obedeceram e ele decidiu a sua expulsão. A deputada Christine Buchholz declarou antes da decisão de expulsão: "A Alemanha está participando na guerra contra a população do Afeganistão".

A líder parlamentar do Die Linke, Dagmar Enkelmann, disse que o protesto queria denunciar o fato de o governo alemão "não ter apresentado quaisquer desculpas oficiais às vítimas" e esclareceu que a bancada tinha consciência de que estava a violar as regras do parlamento. "Às vezes tem de se ir por este caminho", afirmou.

A decisão de aumento das tropas foi aprovada pelos deputados dos partidos da coligação governamental CDU (direita alemã no governo) e FDP (liberais conservadores), e também pelos do SPD (social-democratas).

Além dos deputados do Die Linke, também votaram contra muitos deputados dos Verdes. No total votaram contra 111 deputados e 429 a favor, num total de 622 deputados.

A decisão terá ainda de ser aprovada pelo Conselho Federal (a Câmara Alta, onde estão representados os 16 Estados), mas aí a CDU tem maioria absoluta.

Por Esquerda.net.



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