Ao longo desses sete anos, houve quase 800 presos em Guantânamo

Ao longo desses sete anos, houve quase 800 presos em Guantânamo, base militar mantida pelos Estados Unidos na ilha cubana – a imensa maioria sem acusações nem julgamento. Em dezembro de 2008, havia ainda...

122 0

Ao longo desses sete anos, houve quase 800 presos em Guantânamo, base militar mantida pelos Estados Unidos na ilha cubana – a imensa maioria sem acusações nem julgamento. Em dezembro de 2008, havia ainda aproximadamente 250 detidos, dos quais quase 100 eram do Yêmen.

Em dezembro de 2008, 26 detidos de Guantânamo haviam sido acusados formalmente para serem julgados por uma comissão militar, três haviam sido declarados culpáveis e condenados, retiraram as acusações contra seis (embora possam ser acusados de novo) e seis podiam ser condenados à morte.

Em dezembro de 2008, e desde 2002, aproximadamente 520 detidos foram libertados de Guantânamo e enviados a outros países, como Albânia, Afeganistão, Arábia Saudita, Austrália, Bangladesh, Barein, Bélgica, Dinamarca, Egito, Espanha, França Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbia, Maldivas, Marrocos, Mauritânia, Paquistão, Reino Unido, Rússia, Suécia, Sudão, Tajiquistão, Turquia, Uganda y Yêmen.

Acredita-se que a maioria dos detidos estão sendo submetidos a regime de isolamento nos Campos 5, 6 ou 7. O Campo 6 foi construído para albergar 178 detidos. Esses permanecem confinados durante um mínimo de 22 horas ao dia em celas de aço individuais sem janelas para o exterior.

Pelo menos 12 dos detidos em Guantânamo tinham menos de 18 anos quando foram presos. Ao menos três deles continuavam lá em dezembro de 2008. Segundo informes, pelo menos quatro homens suicidaram-se em Guantânamo. Há informação de dezenas de tentativas de suicídio. Aprisionaram pessoas em mais de 10 países que foram transferidas para Guantânamo sem que houvesse algum processo judicial.

Uma análise de cerca de 500 detidos concluiu que somente 5% foram capturados por forças estadunidenses e 86% foram detidos por forças paquistanesas ou da Aliança do Norte, com base no Afeganistão, e entregues aos Estados Unidos, freqüentemente em troca de uma recompensa de milhares de dólares.

Em setembro de 2006, foram transferidos para Guantânamo 14 presos que haviam permanecido até 4 anos e meio detidos em regime sem comunicação sob custódia secreta da CIA. Desde essa data, foram transferidos para Guantânamo mais cinco homens, pelo menos dois dos quais haviam estado em detenção secreta sob custódia da CIA. Um número desconhecido de pessoas estiveram em detenção secreta sob custódia da CIA. Estima-se que pelo menos três dezenas de pessoas permanecem nessa situação, sem que ninguém tenha respondido por eles nem de seu destino e paradeiro, que são desconhecidos.

Centenas de pessoas continuam detidas sem acusações, julgamento nem revisão judicial de sua detenção na base aérea estadunidense de Bagram, no Afeganistão.

As informações são da Anistia Internacional
Com informações da Adital.



No artigo

x