Associação da Parada LGBT de São Paulo ganha prêmio nacional de Direitos Humanos

A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT)  foi premiada como pessoa jurídica na categoria Dorothy Stang – Defensores de Direitos Humanos, da 14ª edição do Prêmio Direitos Humanos 2008, em...

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A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT)  foi premiada como pessoa jurídica na categoria Dorothy Stang – Defensores de Direitos Humanos, da 14ª edição do Prêmio Direitos Humanos 2008, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido durante o Mês do Orgulho GLBT e às atividades de combate à homofobia, às DST e em defesa dos direitos de LGBT.
“Estamos honrados, porque esse reconhecimento ajuda a desmistificar o trabalho da Associação, que não se restringe à Parada do Orgulho, mas a uma atuação firme na luta contra a discriminação e à violência contra LGBT”, lembrou o presidente da APOGLBT, Alexandre Santos, referindo-se à face mais conhecida do trabalho da Associação, além de outras ações e projetos, mantidos durante todo o ano. Vários protestos contra a violência homofóbica na capital foram encabeçados pela APOGLBT, causando interesse da mídia e da polícia, gerando programas de capacitação de policiais para os direitos LGBT. Diariamente, a Associação recebe denúncias de homofobia e oferece acolhimento jurídico e psicológico para as vítimas.

Alexandre também lembrou as dificuldades que a APOGLBT tem enfrentado durante esses 10 anos de atividade. “Prêmios como esse podem contribuir para reduzir o preconceito explícito e velado que sofremos em várias de nossas atividades”. Vários setores da sociedade ainda oferecem resistência ao trabalho da APOGLBT, só reduzida devido à parceria do Ministério Público Federal (MPF) e a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (CADS) da Prefeitura de São Paulo, que se sensibilizaram com os objetivos e atuaram como moderadores em várias negociações. As únicas empresas que apóiam financeiramente a entidade estão vinculadas ao Governo Federal, e, mesmo assim, só se envolvem com o Mês do Orgulho, o que dificulta a sustentabilidade institucional durante o resto do ano.

A cerimônia de entrega será no dia 15, às 15h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, durante a abertura da Conferência Nacional de Direitos Humanos. A Comissão de Julgamento foi presidida pelo ministro da SEDH, Paulo Vannuchi, e constituída por diversas personalidades já reconhecidas por suas ações na defesa aos Direitos Humanos no Brasil. Divide o prêmio com a APOGLBT, como pessoa física, Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha, parceira histórica da entidade na luta contra o machismo e em defesa do Estado laico. Outras 20 organizações e pessoas também foram premiadas nas demais categorias.



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