Atingidos pela barragem de Tucuruí exigem libertação de 18 presos políticos

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) do Tucuruí (PA) e a Via Campesina Pará realizam hoje (7), das 19h às 23h, uma vigília na praça Mártires de Abril, em Belém, capital do estado....

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O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) do Tucuruí (PA) e a Via Campesina Pará realizam hoje (7), das 19h às 23h, uma vigília na praça Mártires de Abril, em Belém, capital do estado. O objetivo é de pressionar a Justiça do Pará a libertar os 18 trabalhadores presos pela polícia do estado em 26 de abril.

Alegando "flagrante delito", a Polícia Militar do Pará despejou cerca de 400 pessoas do acampamento de atingidos pela barragem de Tucuruí, a 380 km de Belém, e prendeu 18 trabalhadores. O acampamento havia sido montado dois dias antes, no canteiro de obras das eclusas da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.

O grupo de presos políticos está detido há 11 dias, no Presídio Estadual Metropolitano, em Belém, nas mesmas celas onde se encontram presos comuns. Dentre o grupo detido, estão duas mulheres e um homem de 70 anos. O MAB entrou com um pedido de habeas corpus para os 18 trabalhadores no Tribunal de Justiça do Pará, mas ainda não obteve resultado. Cada um deles está sendo acusado de, pelo menos, 11 tipos de crime, que, somados, podem levar a uma pena de 35 anos.

Esse não é um caso isolado de perseguição política contra trabalhadores rurais do Pará. Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) apontam que, nos últimos três anos, 14 lideranças rurais foram assassinadas na região de Tucuruí em razão da luta pela terra.

A vigília que se realiza hoje faz parte da campanha "Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais e pela libertação dos presos políticos do MAB de Tucuruí". Além do MAB de Tucuruí e da Via Campesina Pará, também participam do movimento o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sindicatos rurais e o movimento de pescadores da região.

Com informações da Adital.



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