Autoridades da América Latina e do Caribe debatem qualidade de moradias sociais

Rio de Janeiro – O aumento da oferta de habitações para a população de baixa renda sem comprometer a qualidade, desafio comum à maioria dos países em desenvolvimento, é o principal tema em discussão...

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Rio de Janeiro – O aumento da oferta de habitações para a população de baixa renda sem comprometer a qualidade, desafio comum à maioria dos países em desenvolvimento, é o principal tema em discussão na 2ª Reunião do Programa de Qualidade e Produtividade do Habitat, que começou hoje, 23, no Rio. Durante três dias, representantes de países latino-americanos e caribenhos vão discutir critérios técnicos para garantir a sustentabilidade na construção civil.

Segundo a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, esse tipo de fórum serve, sobretudo, para apresentar os arranjos institucionais de cada nação para a questão da moradia. “Uma das contribuições que o Brasil traz para a discussão é o modelo que escolhemos que pressupõe a adesão e pactuação dos setores público e privado para a implementação de um sistema de qualidade tanto da questão dos materiais quanto da construção e de projetos e da inovação tecnológica”, afirmou Inês.

Ela disse que o Brasil tem muito a aprender com a experiência dos países da América Latina e do Caribe. “A Argentina, por exemplo, tem um sistema de normalização muito bem consolidado, que serve de exemplo para outros países. Cuba também tem uma experiência exitosa na criação de um arcabouço de normas que possibilitaram a reabilitação urbana. Cada país, na sua especificidade, pode contribuir para uma discussão mais ampla.”

A coordenadora-geral do Programa de Qualidade de Produtividade do Habitat, Maria Sallete de Carvalho Weber, lembrou que o Brasil tem um deficit de mais de 6 milhões de habitações e que um dos grandes problemas na área de construção civil é o baixo número de profissionais especializados. Sallete ressaltou que uma das ações do programa que coordena é justamente a capacitação de mão de obra para a construção civil.

O representante do Ministério de Vivienda e Urbanismo do Chile, Héctor López, disse que seu país conseguiu criar um conjunto de normas eficazes na eficiência energética, nas condições térmicas e acústicas das habitações sociais, que pode ser útil para os demais. “Do Brasil, aprendemos muito sobre certificação e controle de qualidade dos materiais. Também implementamos, a partir da experiência brasileira, iniciativas para certificar e creditar os trabalhadores técnicos de construção”, informou López.

A 2ª Reunião do Programa de Qualidade e Produtividade do Habitat faz parte da programação da Assembleia Geral de Ministros e Autoridades Altas de Morar e Urbanismo da América Latina e do Caribe (Minurvi). É uma organização intergovernamental que atua na área de desenvolvimento sustentável dos assentamentos humanos. A primeira reunião foi no Chile, em março deste ano, e a próxima será no Equador, em março de 2010.

No Rio, a pauta da reunião inclui ainda assuntos como os sistemas de avaliação da conformidade dos materiais, a criação de uma cesta básica de materiais que permitam impulsionar o combate à não conformidade com as normas e a capacitação profissional no setor.

Com informações da Agência Brasil.



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