Brasileiras sofrem tortura e abuso na Bolívia

O trabalho escravo de bolivianos no Brasil já foi algumas vezes denunciado à comunidade internacional, apesar de ainda não ter sido extinto. O que acaba de ser denunciado é que mulheres brasileiras residentes em...

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O trabalho escravo de bolivianos no Brasil já foi algumas vezes denunciado à comunidade internacional, apesar de ainda não ter sido extinto. O que acaba de ser denunciado é que mulheres brasileiras residentes em Pando, departamento da Bolívia perto da fronteira com o Brasil, têm sofrido torturas e abusos sexuais recorrentes.

A denúncia foi publicada em relatório do Movimento MAP (de Madre de Dios, Acre e Pando), divulgado no último dia 10. O documento afirma que são recorrentes abusos por parte de policiais bolivianos, como maus-tratos, extorsão, ameaça, perseguições, abusos sexuais e torturas contra brasileiras que atravessam a fronteira.

De acordo com o relatório, autoridades bolivianas estão cientes dos acontecimentos, que alegam a omissão “porque as mulheres se sentem hostilizadas e amedrontadas”. As prostitutas de Cobija, porém, já denunciaram elas próprias situações de abusos.

Em janeiro, quatro mulheres foram encarceradas por policiais durante dois dias e, neste período, torturadas com choques elétricos e obrigadas a prestarem serviços domésticos a eles, como limpar roupas e banheiros.

O médico Alejandro Alex Rodrigues Vargas, que trabalha no Programa DST/AIDS no Pando, já ouviu em seu consultório prostitutas denunciarem violações e mostrarem marcas deixadas pelos agressores.

“As vítimas freqüentes são de nacionalidade estrangeira, a maioria de origem brasileira, as mesmas que, através de ‘operações institucionais’, são aprisionadas após apresentar os documentos de identificação, torturadas e obrigadas a trabalhos forçados e a prestar favores sexuais”, acrescenta o relatório.

O presidente da Frente Parlamentar Brasil-Bolívia, Fernando Melo (PT) enviou ofício à embaixada da Bolívia denunciando o fato. Também foram acionados o primeiro secretário adjunto de Assuntos Consulares, Álvaro Siles e o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Luiz Couto (PT-BA).

Com informações do Movimento Nacional por Direitos Humanos.



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