Célio Turino lança livro sobre pontos de cultura

Os cantos dos índios Yawalapíti, o teatro de Acartes, na cidade de Pirambu (CE), o som dos Pífanos, em Brasília, as reuniões de candomblé, em Olinda (PE). Tantos aspectos diferentes da cultura brasileira, e...

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Os cantos dos índios Yawalapíti, o teatro de Acartes, na cidade de Pirambu (CE), o som dos Pífanos, em Brasília, as reuniões de candomblé, em Olinda (PE). Tantos aspectos diferentes da cultura brasileira, e um ponto em comum: todos foram contemplados pelo programa Ponto de Cultura, do governo federal, que incentiva iniciativas culturais já existentes no Brasil. Célio Turino que o coordenou tornou essa experiência em tema do livro “Ponto de Cultura – O Brasil de baixo para cima” (Editora Anita Garibaldi), que será lançado hoje, dia 11, no espaço Itaú Cultural.

Turino intercala narrações de experiências culturais dos mais diversos cantos do Brasil incentivados pelos Pontos de Cultura com abordagens reflexivas sobre o programa. A ideia nasceu há cinco anos, e desde então vem permitindo o que Turino chama de “des-silenciamento” das expressões artísticas e culturais já correntes em nosso país. Para o autor, o programa é mais do que uma política pública, é um “conceito” de autonomia, protagonismo sociocultural e empoderamento das comunidades de sua própria cultura

Entre as experiências relatadas por Turino de comunidades com Pontos de Cultura, uma delas é o funcionamento de rádios locais como a Rádio Instrumental Educativa da Escola Estadual Clóvis Borges Miguel, em Serra (ES), e a do Colégio Estadual Vicente Januzzi, na periferia carioca, que oferece aos alunos estudo de filosofia por meio da MPB.

Essa política, como escreve Emir Sader no prefácio do livro, começa a quebrar com a lógica das políticas culturais vigentes da década de 1990 até então, quando a cultura vivia o reflexo das  ações neoliberais, com diminuição da função do estado na definição de políticas públicas e no protagonismo do setor empresarial e de seus interesses e sua cultura. “O Brasil era convidado antes apenas para assistir ao país inventado pelas elites brancas do sul e que agora vai forjando os espaços e os tempos da sua emancipação”, escreve Sader.

Lançamento
Espaço Itaú Cultural – Av. Paulista, 149, São Paulo (SP)
11/11, às 19h



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