Centrais sindicais protestam por corte de juros e defesa do emprego

Foto: Valter Campanato/ABr. Trabalhadores fazem manifestação em todo o país para pedir a redução da taxa de juros (Selic), que será divulgada pelo Comitê de Política Monetária O prédio do Banco Central localizado na Av....

111 0

Foto: Valter Campanato/ABr. Trabalhadores fazem manifestação em todo o país para pedir a redução da taxa de juros (Selic), que será divulgada pelo Comitê de Política Monetária

O prédio do Banco Central localizado na Av. Paulista foi o destino de manifestantes na manhã desta quarta-feira, 21, que protestavam a favor do corte da taxa de juros e contra as demissões em massa que têm ocorrido na indústria neste mês. Segundo a Polícia Militar, eram 2 mil pessoas, enquanto os organizadores calcularam em 6 mil participantes.

Outras ações foram realizadas Salvador, Brasília, Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Vitória, segundo a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

O protesto foi organizado pela Força Sindical, CUT, CTB, UGT, CGT, CGTB e NCST justamente no dia em que o Copom se reúne para definir a taxa Selic para o próximo mês. Os manifestantes partiram de quatro pontos da cidade e se encontraram na Av. paulista às 10h.

Na semana passada, a Força Sindical e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), reuniram-se com a Fiesp para tentar um acordo que protegesse o trabalhador do desemprego frente à crise. O resultado foi um acordo de corte de salário em 15% e de jornada em 25%. Logo após divulgação do acordo, as centrais sindicais participantes aceitaram a posição das demais entidades e resolveram voltar atrás e interromper as negociações com os empresários para evitar a flexibilização do emprego.

Em nota à imprensa, a Força Sindical defende o corte na taxa de juros, pois “é uma medida fundamental para incentivar a atividade produtiva e retirar do circuito da especulação financeira bilhões de reais que poderão ser utilizados como crédito para investimentos e capital de giro das empresas e para utilização pelo público em geral”.

Leia mais:
Força Sindical cede, e centrais sindicais suspendem negociação com Fiesp



No artigo

x