Chile: pesquisa mostra empate técnico entre candidatos

A três dias das eleições no Chile, uma pesquisa sobre intenções de voto publicada no jornal La Tercera mostra que a disputa entre os dois candidatos será apertada até o último momento. Os dados...

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A três dias das eleições no Chile, uma pesquisa sobre intenções de voto publicada no jornal La Tercera mostra que a disputa entre os dois candidatos será apertada até o último momento. Os dados deixam claro que o governista Eduardo Frei vem ganhando espaço e anima a sua coalizão, que até então aparecia em desvantagem. A sondagem detecta um empate técnico. O empresário e candidato da direita, Sebastián Piñeira (Alianza), aparece com 50,9%, enquanto o esquerdista Frei abtém 49,1%.

Para preocupar ainda mais os opositores, que sonhavam em chegar ao poder após 20 anos de jejum, nesta quarta, Frei ganhou um apoio de peso nesta reta final. O candidato derrotado no primeiro turno, o independente Marco Enriquez-Ominami Gumucio, anunciou oficialmente que está com o ex-presidente da República. Ominami atrai o eleitorado insatisfeito com as propostas tradicionais e favorável às ideias de avanços sociais, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O apoio de Ominami marca nova etapa na campanha, uma vez que durante o primeiro turno – em que obteve 14% dos votos – foi um críticos duros à coalizão de Frei, à qual pertencia. Por causa da indicação do ex-presidente pela Concertación, Ominami e o pai, o senador Carlos Ominami, abandonaram a coligação e tornaram-se independentes. A decisão levou à derrota de ambos em dezembro.

Ominami disse que seu apoio a Frei se deve ao fato de haver um “abismo irreconciliável” com a direita, enquanto com parte da Concertación o relacionamento é bom. De acordo com ele, o motivo da decisão foi o fato de o governo da presidente Michelle Bachelet – que apoia Frei – estimular a tramitação no Congresso de projetos que julga fundamentais, como o voto voluntário, o reconhecimento constitucional das águas como bem nacional de uso público e o fortalecimento da educação pública.

No próximo domingo (17), cerca de 9 milhões de eleitores irão às urnas nas nove regiões políticas do Chile. A previsão dos organizadores é de que os resultados sejam conhecidos no começo da noite, como ocorreu no primeiro turno em dezembro. Para obter a vitória no primeiro turno, o candidato deve conseguir mais de 50% dos votos.

Ex-presidente do Chile (1994-2000), Frei tenta conquistar os votos dos eleitores e intensifica a campanha em grandes cidades como Talca, Valparaizo e Santiago. Da mesma forma age Piñeira, um dos homens mais ricos do Chile, dono da empresa aérea Lan Chile, da rede de televisão Chile Visión e do time de futebol Colo Colo. Oficialmente, a campanha deles deve ser encerrada nesta quinta (14).

Não ao voto nulo

A atual presidente do Chile, Michelle Bachelet, pediu que a população do país faça uma reflexão e evite os votos brancos e nulos no segundo turno da eleição. "Quero fazer um chamado para uma reflexão bem profunda para que não se voto branco ou nulo. Quando alguém está votando branco ou nulo, acredita que está tomando uma decisão, mas, na verdade, a decisão está sendo tomada por outros, que vão definir que é o próximo presidente da República", indicou Bachelet.

Em declarações à rádio cooperativa, a mandatária ressaltou que "o que está em jogo no próximo domingo é demasiado importante, o presidente pelos próximos quatro anos da República do Chile e o tipo de país em que vamos continuar vivendo".

"Quem garante a continuidade de meu governo é o senador Eduardo Frei. Não podemos perder esse impulso de progresso e de justiça que temos tido", declarou Bachelet, reiterando o apoio ao presidente do Chile entre 1994 e 2000.

Por Vermelho, com agências.



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1 comment

  1. Siqueira

    vamos ficar na torcida para que o Chile não volte ao passado. Que vença o Frei!

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