Cresce parceria entre universidade e economia solidária

Mais de 150 universitários, gestores públicos, pesquisadores e trabalhadores da economia solidária estão reunidos na capital federal para discutir estratégias do Programa Nacional de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (Proninc). "Quando chegamos ao governo,...

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Mais de 150 universitários, gestores públicos, pesquisadores e trabalhadores da economia solidária estão reunidos na capital federal para discutir estratégias do Programa Nacional de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (Proninc). "Quando chegamos ao governo, em 2003, existiam cerca de 30 incubadoras voltadas para o cooperativismo, hoje já temos 80", contabilizou o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer, durante a abertura do evento na manhã desta quinta-feira, 25.

A expansão, no entanto, não satisfaz os militantes do movimento. "Vale lembrar que temos mais de 300 incubadoras de empresas convencionais dentro das universidades. Temos que trabalhar para atingir, no mínimo, esse mesmo patamar", defendeu Francisco Mazzeu, representante da Rede Unitrabalho. A concentração das incubadoras nas regiões sul e sudeste também foi lembrada como desafio a ser vencido. "As incubadoras já cobrem todo o País, mas não equilibradamente como, infelizmente, acontece com quase tudo no Brasil", lementou Singer.

Mas, na avaliação dele, o segmento está em fase de ampliação. Conduzidas por universidades ou organizações da sociedade civil, o papel das incubadoras é buscar soluções e desenvolver técnicas para fortalecer empreendimentos organizados em sistema de autogestão. É um trabalho conjunto entre pesquisadores e cooperados, com a finalidade de garantir a autonomia e emancipação econômica dos grupos produtivos.

Nesse sentido, o I Seminário Nacional de Acompanhamento do Proninc tem como um dos principais temas a apropriação de tecnologias e conhecimentos pelos trabalhadores das cooperativas incubadas. Outro objetivo do encontro é o intercâmbio de experiências entre os atores envolvidos, além da afirmação da função social das universidades.

"As incubadoras são um valioso instrumento de extensão das universidades. É fundamental a participação dos estudantes nesse trabalho. Eles são os militantes dessa iniciativa e, entusiasmados, levam para a academia a realidade do brasileiro pobre, que não encontra outra forma de sobrevivência que não a auto-organização coletiva", observou Singer, reforçando a importância também do Estado nesse processo. "Hoje nove ministérios apóiam o Proninc".

Programação

Debates sobre o marco jurídico da economia solidária, a criação de novos cursos e disciplinas voltados para o segmento e a sustentabilidade das incubadoras e a difusão das metodologias utilizadas por elas integram a programação do Seminário, realizado até amanhã (26), no Hotel Grand Bittar (SHS, Quadra 5, Bloco A), em Brasília.

Proninc 

Criado em 1998, atualmente o Proninc é coordenado pela Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE) e financia a ação das incubadoras. Os outros gestores do Programa são os ministérios do Turismo, do Desenvolvimento Social, da Justiça, da Ciência e Tecnologia, da Educação, da Cultura, a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, a Fundação do Banco do Brasil e o Comitê de Entidades no Combate à Fome pela Vida (Coep).

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