Economia solidária no FSM Amazônia 2009

Os debates sobre economia solidária foram muito freqüentados em todas as edições do FSM, desde 2001. Agora, várias organizações ligadas à economia solidária, como o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (Fbes) e a Rede...

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Os debates sobre economia solidária foram muito freqüentados em todas as edições do FSM, desde 2001. Agora, várias organizações ligadas à economia solidária, como o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (Fbes) e a Rede Intercontinental de Promoção da Economia Social e Solidária (Ripess), estão preparando atividades auto-gestionadas para Belém.
A economia solidária se constitui numa práxis pedagógica em si mesma. Ela não trata apenas de serviços e produtos. É, antes de mais nada, a adoção de um conceito, o conceito de bem-viver. Por isso, ela precisa tanto da educação quanto a educação precisa dela. O princípio da cooperação e da solidariedade é altamente formativo e representa uma grande oportunidade de renovação de nossos currículos e para a re-humanização da própria educação. A cooperação voluntária é um dos maiores avanços da humanidade. Sem ela não há humanização.
A presença da economia solidária no FSM é também a garantia de uma retomada de antigos sonhos e utopias. A cooperação não é um tema tão recente. De fato, o filósofo Platão, em sua obra mais conhecida, A República, exaltava os valores da vida comunitária (a “família societária”), o que, mais tarde, inspirou outros filósofos como Thomas Morus, que defendeu uma sociedade ideal em sua obra Utopia, e, também Tommaso Campanella, que, em seu livro Cidade do Sol, defendia a construção de uma vida social baseada na cooperação e na solidariedade.

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