Em protesto, professores ‘enterram’ política educacional de Yeda

Nem mesmo o forte calor de 33º desta quarta-feira (26) em Porto Alegre (RS) afugentou os professores estaduais. Cerca de 3 mil professores e servidores de escolas públicas de todo o estado marcharam durante...

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Nem mesmo o forte calor de 33º desta quarta-feira (26) em Porto Alegre (RS) afugentou os professores estaduais. Cerca de 3 mil professores e servidores de escolas públicas de todo o estado marcharam durante a tarde da sede do Cpers Sindicato até o Palácio Piratini, no Centro da Capital, onde fizeram um ato público.

Os trabalhadores protestaram contra o corte do ponto determinado via decreto pela governadora Yeda Crusius. Nesta quarta-feira, professores grevistas receberam seus contracheques do mês de Novembro com os descontos dos dias paralisados, mas com diversos erros. Em Rio Grande, na região Sul, técnicos da Secretaria Estadual de Educação (SEC) se confundiram com as listas e acabaram descontando quem não aderiu à greve.

A presidente do Cpers Sindicato, Rejane de Oliveira, criticou duramente o corte do ponto. Coordenadorias Regionais de Educação passaram o final de semana fazendo o levantamento dos nomes dos grevistas.

"É um governo incapacitado e incompetente. Não tem capacidade de diálogo com os servidores públicos e com a sociedade e não tem competência sequer administrativa para fazer suas maldades", diz.

O ato público em frente ao Piratini foi marcado por palavras de ordem e o som das sinetas. Servidores do Núcleo do Cpers de São Leopoldo, no Vale dos Sinos, encenaram o enterro da política educacional, do piso proposto pelo governo e das denúncias de corrupção no Detran.

Rejane também criticou a Proposta Pública de Acordo em que o governo se compromete a pagar as gratificações de férias entre 2001 e 2007 como compensação dos descontos dos grevistas. Em troca, a SEC ainda determina que os professores abram mão da ação coletiva movida na Justiça pelo Cpers.

"O que o governo está fazendo é um falso acordo porque já ganhamos na Justiça o direito de receber um terço de férias. Esse acordo que o governo coloca como novidade já está nos autos do processo", afirma.

Os professores entregaram à Casa Civil um requerimento de audiência com a governadora Yeda Crusius para tentar uma última negociação. Eles irão reiterar o compromisso de recuperar os dias parados em troca do abono das faltas e da manutenção dos salários. Nesta quarta-feira, o Cpers Sindicato também recebeu a carta-compromisso de mais um deputado, totalizando 37 parlamentares que se comprometem a não votar o projeto de piso salarial enviado pelo governo durante o recesso escolar.

Nesta sexta-feira, 28, a categoria realiza uma assembléia geral em Porto Alegre para decidir sobre a greve.

(Agência Chasque)



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