Em solidariedade ao povo palestino, Chávez expulsa embaixador israelense

Enquanto a decisão do presidente venezuelano Hugo Chávez de expulsar o embaixador israelense, Shlomó Cohen, de seu país, vem causando preocupação por parte da Comunidade Judia da Venezuela, que teme represálias e discriminações, a...

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Enquanto a decisão do presidente venezuelano Hugo Chávez de expulsar o embaixador israelense, Shlomó Cohen, de seu país, vem causando preocupação por parte da Comunidade Judia da Venezuela, que teme represálias e discriminações, a medida foi elogiada pelo líder do partido libanês Hizbolahh. Com a expulsão, o governo venezuelano disse estar reafirmando sua vocação de paz e sua exigência pelo respeito ao Direito Internacional.

Em comunicado, o Ministério do Poder Popular para as Relações Exteriores da Venezuela reitera a solidariedade irrestrita do povo venezuelano com o povo palestino e afirma que o governo não vai descansar enquanto os responsáveis por esses crimes não forem severamente punidos. Declara ainda que o governo condena energicamente as flagrantes violações de Direito Internacional e acusa Israel de estar praticando terrorismo de Estado.

De acordo com o comunicado, o governo diz estar instruindo sua Missão nas Nações Unidas para que, junto a outros países, pressione o Conselho de Segurança a aplicar medidas urgentes e necessárias para acabar com a invasão do Estado de Israel ao território palestino. O documento recorda que o presidente Hugo Chávez vem mantendo encontros com altos representantes do Conselho Mundial Judeu e sempre se opôs ao anti-semitismo.

A Comunidade Judia da Venezuela demonstrou preocupação em relação aos últimos acontecimentos e teme que a comunidade judia sofra com a discriminação dos venezuelanos. Em declarações à Agência Judia de Notícias, o dirigente comunitário venezuelano Abraham Levy Benshimol, afirmou que essa expulsão afeta uma história de relações e laços diplomáticos entre ambos os países. O dirigente qualificou as declarações de Chávez como injustas e sem fundamentos reais.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Israel, Ygal Palmor, disse que seu governo deve tomar medidas de represália contra a expulsão de seu embaixador e cogita fazer o mesmo com o representante venezuelano em Israel. O porta-voz acusou o governo venezuelano de ter alianças com grupos rebeldes como o Hamas.

Já o líder do partido libanês Hizbolahh, Hasán Nasralá, elogiou a decisão de Chávez e pediu que os outros países árabes seguissem o exemplo do presidente latino-americano e adotassem uma postura mais firme diante de Israel. Nasralá disse que seu partido está preparado para uma nova guerra e que Israel não destruiria nem o Hamas em Gaza nem o Hizbolahh no Líbano.

Em todo o mundo, seguem as manifestações para que cesse a ofensiva israelense. Amanhã (8), na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, no Brasil, o Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino realiza uma vigília em repúdio ao "holocausto palestino" na Faixa de Gaza. Organizações e movimentos sociais e sindicais devem estar presentes no local.



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