Exército israelense mata 30 palestinos após colocá-los “em segurança”

4 de janeiro de 2008. Os fogos de artifício acabavam de estourar comemorando o ano novo e desejando paz a todo o mundo e o exército israelense encaminhava 110 palestinos a um prédio em...

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4 de janeiro de 2008. Os fogos de artifício acabavam de estourar comemorando o ano novo e desejando paz a todo o mundo e o exército israelense encaminhava 110 palestinos a um prédio em Zeitoun, na Faixa de Gaza, pedindo para que não saíssem de lá. Fazia oito dias que Israel havia iniciado sua ofensiva na região, argumentando revidar ataques terroristas do Hamas.

Um dia depois, médicos palestinos informaram à imprensa que receberam 12 corpos de pessoas de uma mesma família, a Samouni. Todos tinham vindo do prédio tido como "seguro" em Zeitoun. Hoje, 9 de janeiro, o número de mortos vindos daquele edifício chegou a 30. Todos foram vítimas de um ataque de um tanque israelense.

Os sobreviventes do massacre conseguiram andar dois quilômetros pela estrada principal que liga o norte ao sul da cidade, tentando uma carona para o hospital mais próximo, entre eles, três crianças. Nenhuma resistiu aos ferimentos ao chegar ao hospital.

Segundo o Escritório da ONU para Questões Humanitárias (OCHA, na sigla em inglês), testemunhas que presenciaram o fato afirmam que este foi "um dos incidentes mais graves" desde o início da ofensiva. Desde 27 de dezembro, o número de mortos palestinos soma 770; o de israelenses, 14.

Com informações da BBC.



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1 comment

  1. JB

    Só uma mídia vendida e canalha pode apresentar Israel Como uma nação legítima, e pior como uma democracia. E ainda querem nos passar a idéia de isentos e honestos….

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