Filha de Raúl Castro pedirá que PC cubano rejeite explicitamente a homofobia

A sexóloga Mariela Castro Espín anunciou ontem que vai pedir ao Partido Comunista de Cuba (PCC) que rejeite explicitamente a homofobia e confirmou que há um ano e meio se realizam cirurgias de mudança de sexo na ilha. A filha do presidente Raúl Castro e da...

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A sexóloga Mariela Castro Espín anunciou ontem que vai pedir ao Partido Comunista de Cuba (PCC) que rejeite explicitamente a homofobia e confirmou que há um ano e meio se realizam cirurgias de mudança de sexo na ilha.

A filha do presidente Raúl Castro e da falecida dirigente feminista Vilma Espín admitiu a jornalistas que o PCC "implicitamente" discrimina os homossexuais, embora não haja nada feito abertamente. "Portanto, tem que ser dito, declarado, que não deve haver discriminação."

Mariela, que também é diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), disse que está preparando uma carta aos dirigentes do partido para que incluam claramente em sua linha política que "as pessoas não sejam discriminadas por sua orientação sexual ou identidade de gênero".

Ela acredita que uma consequência dessa possível declaração seja a admissão explícita de homossexuais como militantes do PCC. "Se estamos advogando por direitos, temos que inclui-los em todos os sentidos. "

Exemplo da liberdade religiosa

A perspectiva, segundo Mariela, é que, assim "como foi superado o problema da religião, seja superado também este problema". A declaração faz alusão à discriminação que viveram os religiosos cubanos durante três décadas, depois do triunfo da revolucão de 1959.

Em 1991, o PCC declarou expressamente que poderia admitir crentes em suas fileiras e um ano depois uma reforma constitucional reconheceu a liberdade de credo religioso e proibiu a discriminação por motivos de fé. 

Nos anos 60 e 70 a homofobia chegou a fazer parteda política oficial em Cuba e até a década de 90 era penalizado quem fizess "ostentação pública de sua condição homossexual". Até cinco anos atrás, todavia, havia batidas policias contra homossexuais no centro de Havana.

A filha de Raúl Castro, que encabeça uma campanha pelo respeito à diversidade sexual, preside esta semana o Congreso Cubano de Educação, Orientação e Terapia Sexual. Ela confirmou que, a partir da autorização oficial, em junho de 2008, tem sido realizadas cirurgias de adequação genital em pessoas identificadas como transsexuais. 

Do total de 122 pessoas atendidas, há 30 identificadas como transexuais, "mas não chegamos à metade" de operadas. Ela explicou que as intervenções são feitas apenas para cubanos residentes na ilha, e os cirurgiões são belgas e cubanos. As operações não têm custo para os pacientes.

Mariela respondeu também ao questionamento de por que destinar recursos à atenção de uma minoria em um momento de dificuldades econômicas no país. Segundo ela, esse é um argumento de quem, em Cuba, se opõe à política de diversidade sexual. “Se somos coerentes com nossa estratégia de desenvolvimento, que privilegia os programas sociais e a atenção dos direitos do ser humano (…) não se pode excluir ninguém."

Com informações do La Jornada.



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1 comment

  1. Artur

    Em qualquer país do mundo tem que ser combatido o preconceito contra os homossexuais seja onde for mas é claro que em países socialistas a homofobia é muito menor que nos países capitalistas!!! mas no mundo socialista existe também.

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