Foguetes são disparados do Líbano, e Israel revida

Mísseis provindos do Líbano atingiram o norte de Israel e ameaçam abrir um segundo front de guerra para o país, que promove ataques na Faixa de Gaza há 13 dias. Três mísseis atingiram a...

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Mísseis provindos do Líbano atingiram o norte de Israel e ameaçam abrir um segundo front de guerra para o país, que promove ataques na Faixa de Gaza há 13 dias. Três mísseis atingiram a cidade de Nahariya, ferindo duas pessoas. O exército israelense revidou com cinco bombas contra as cidades libanesas de Dhaira e Tair Harfa, sem deixar vítimas. O caso ocorreu no mesmo dia da maior incursão israelense à Faixa de Gaza com 60 ataques aéreos. Segundo o governo de Israel, os alvos eram um depósito de armas do Hamas e um túnel de passagem para o Egito.

O Hezbollah negou participação nos disparos, assim como o Hamas, e ainda não se sabe quem foi o autor. Segundo o ministro da Informação do Líbano, é impossível que o grupo xiita tenha sido o responsável pelo ataque. “O Hezbollah garantiu ao governo libanês que continua comprometido com a estabilidade no Líbano e respeita a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU".

Tensão
O primeiro-ministro do Líbano Fouad Sinoura já colocou o sul do país em alerta máximo e convocou uma investigação sobre o caso. Tropas do exército libanês foram deslocadas para a região com a finalidade de intensificar patrulhas.

O governo israelense, no entanto já encontrou o responsável. "A responsabilidade recai totalmente sobre o governo libanês", afirmou Rafi Eitan, ministro do gabinete do premiê Ehud Olmert, ao Canal 2 israelense. Por sua vez, o governo libanês critica Israel pela retaliação, infringindo a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que suspendeu a guerra entre os dois países em 2006.

O líder do Hezbollah anunciou, em discurso, que o grupo está pronto para uma nova guerra com os israelenses. No entanto, existem desvantagens políticas para o grupo, que enfrentará em junho eleições parlamentares e precisa do apoio de uma facção cristã que é contrária a conflitos com Israel. Além disso, atualmente o Hezbollah não atua com total liberdade no sul do Líbano.

É a primeira vez desde 2006 que os dois países trocam ameaças de agressão. A última guerra deixou mais de 1,2 mil libaneses e 160 israelenses mortos.

Com informações da BBC e do Estadão.



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