Fórum Mundial de Educação debate crise financeira e ambiental

Fotos: Brunna Rosa Com início nesta segunda-feira, 26, o Fórum Mundial da Educação (FME) reuniu, segundo dados da organização, cerca de nove mil pessoas, entre educadores, chefes de Estado e representantes de movimentos sociais. ...

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Fotos: Brunna Rosa

Com início nesta segunda-feira, 26, o Fórum Mundial da Educação (FME) reuniu, segundo dados da organização, cerca de nove mil pessoas, entre educadores, chefes de Estado e representantes de movimentos sociais. 

A atividade mais concorrida foi a conferência "Educação, transgressão e construção da cidadania planetária", que contou com a participação do teólogo Leonardo Boff, da ex-ministra de meio ambiente, a senadora Marina Silva (PT) e Moacir Gadotti, direto do Instituto Paulo Freire. "No Pará, está reacendendo a esperança. A esperança está sempre lá e basta que alguns cheguem com propostas democráticas", afirmava Gadotti na primeira conferência do evento.
Moacir Gadotti comentou o tema do evento e o uso das idéias de transgressão e cidadania planetária. "O objetivo da transgressão é simples: outro mundo possível". Ele definiu a cidadania planetária como uma utopia, uma reivindicação planetária, uma nova globalização. "Somos um povo só. Tudo que fizermos de errado a ela (terra) recairá sobre nós. Não podemos nos resignar à devastação. Quando se queima uma floresta aqui, está queimando uma parte do planeta".
Já a senadora Marina Silva fez um apelo a humanidade ao pedir uma "uma transgressão positiva" para modificar a educação. "Cada um de nós tem que assumir essa responsabilidade e como educador também. A educação que nós precisamos para um novo processo civilizatório não é baseada na repetição". A ex-ministra emocionou a platéia ao contar que aprendeu a ler aos 16 anos, num curso do antigo Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), e classificou esse momento como mágico. "A educação que precisamos para esse novo processo civilizatório não pode estar baseada na estagnação; a educação tem que ser criativa", avaliou.
O teólogo Leonardo Boff lembrou da atual crise financeira e relembrou que o mundo, a tempos, vem sofrendo de um profundo desequilibrou. "Ou fazemos coalizão de forças, ou podemos ir ao encontro do pior, porque a terra poderá continuar sem nós. Como criar condições para que o planeta continue vivo?", questionou. Boff. O teólogo também definiu cinco princípios fundamentais e quatro virtudes relevantes para a sociedade contemporânea: sustentabilidade, por uma vida humanizada; cuidado, uma ciência que comporte o cuidado, o qual previne estragos do mundo; respeito, destacando que 83% da terra está sendo devastado e destruído pelos seres humanos; responsabilidade universal, que todos devem ter ciência das conseqüências das próprias ações; e cooperação e solidariedade.

Já nesta terça-feira, 27,o FME teve duas atividades em destaque. A conferência ‘Educação, Diálogo e Utopia: Identidades e Interculturalidade e o painel sobre a Conferência Internacional da Unesco em Educação de Adultos (Confintea), que acontece em Belém, em maio próximo.

Carimbó
Durante a preparação dos educadores para se dirigirem a marcha de abertura do FSM, um grupo de Carimbó empolgou o público ao apresentar a música regional paraese.



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