França: Imigrantes sem papéis fazem greve e ocupações

Na França, um movimento de luta dos imigrantes sem papéis, com greves e ocupações, que teve início em 12 de outubro, está a crescer e a ampliar-se, exigindo a regularização de todas e todos....

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Na França, um movimento de luta dos imigrantes sem papéis, com greves e ocupações, que teve início em 12 de outubro, está a crescer e a ampliar-se, exigindo a regularização de todas e todos. O movimento, apoiado por sindicatos, associações e partidos de esquerda, envolve já mais de 5.000 imigrantes.

No dia 1º de outubro, organizações e centrais sindicais (entre as quais CGT, CFDT e Solidaires) e outras associações enviaram uma carta ao primeiro ministro francês solicitando uma circular ministerial, que permita a regularização dos trabalhadores e das trabalhadoras imigrantes que não têm papéis.

No dia seguinte estes trabalhadores e trabalhadoras iniciaram um movimento de greves e ocupações, no seu local de trabalho ou no sector de atividade, que não tem parado de crescer. A mobilização tem sido mais forte nos trabalhadores dos sectores da construção civil e obras públicas, limpeza, segurança e restauração.

Um site de solidariedade (Solidarité avec les travailleurs-euses en grève) divulga notícias e tem uma petição, subscrita por centrais sindicais, associações e partidos de esquerda e que está a recolher assinaturas.

Nesta terça-feira, 10, o presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, escreveu ao primeiro ministro pedindo-lhe que "flexibilize as condições de regularização dos trabalhadores sem papéis", pois constata que o movimento "toma diariamente maior amplitude" e está preocupado que o movimento, por falta de negociação, venha a "perturbar a atividade econômica da capital".

O movimento reivindica que a circular ministerial permita a regularização da(o)s trabalhadora(e)s, independentemente do seu "estatuto, situação, nacionalidade e sector de actividade". Pretendem ainda que a circular contenha "definição de critérios melhorados, simplificados e aplicados ao conjunto do território nacional", igualdade de tratamento e procedimento estandardizado.

Com informações do Esquerda.net.



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