Futepoca: As crias de Enéas

Embora o médico cardiologista Enéas Carneiro, célebre pelo bordão “Meu nome é Enéas”, tenha falecido em maio de 2007, sua presença se faz notar ao menos no cenário político de São Paulo. Seus seguidores...

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Embora o médico cardiologista Enéas Carneiro, célebre pelo bordão “Meu nome é Enéas”, tenha falecido em maio de 2007, sua presença se faz notar ao menos no cenário político de São Paulo. Seus seguidores mais notáveis são candidatos nas eleições paulistanas, mas, curiosamente, todos fora do Partido da República (PR), resultado da fusão do Partido Liberal (PL) com a agremiação que Enéas ajudou a fundar, o Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona).

Enéas apareceu na eleição presidencial de 1989, quando tinha parcos 17 segundos em cada programa do horário eleitoral. Mais tarde, em 1994, atingiria seu auge com o terceiro lugar na corrida presidencial, deixando pra trás figuras carimbadas da política como Leonel Brizola e Orestes Quércia. No entanto, sempre teve dificuldade em transferir sua popularidade para outros candidatos do seu partido.

A exceção é sua mais famosa cria, Havanir Nimitz (ao lado), que adotou de seu chefe o estilo algo agressivo e é detentora de um respeitável recorde: foi a deputada estadual mais votada da história de São Paulo e do país em 2002, tendo arrebatado 682.219 votos. Mas detém outra marca que não está em seu site. É provavelmente a parlamentar que tomou o maior tombo no espaço entre duas eleições. Saiu do Prona em 2005 e, candidata a deputado federal, com pouco espaço no PSDB em 2006, teve somente 10.517 votos, o que não a elegeria vereadora em São Paulo. Agora, foi para o Partido Trabalhista Cristão (PTC), que integra a coligação “Tostão contra o Milhão”, junto com o Partido Trabalhista do Brasil (PT do B). Talvez tenha aprendido que em partido pequeno é muito mais fácil cativar espaço quando se tem um certo nome. Aliás,seu jingle que utiliza a música da trilha de Rocky Balboa é um primor.

Outro “filhote” do doutor Enéas é Robson Malek. Aparecia no vídeo gritando e falando de forma ritmada como seu mentor, mas não convencia ninguém e parecia um padre de cidade do interior apresentando programa policial. Sua trajetória de derrotas é extensa. Ele tentou, em 1998, ser deputado estadual; depois, governador em 2002, sendo derrotado dois anos após em sua primeira tentativa de se eleger vereador. Em 2006, foi a vez de perder o pleito para o senado. Agora, mudou para o Partido da Mobilização Nacional (PMN), não grita mais, sorri como que libertado de um espírito maligno. Mas deve ser derrotado novamente.

A íntegra está no site Futepoca



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