Governo golpista decreta toque de recolher em Honduras

A manifestação a favor do regresso do presidente eleito Manuel Zelaya juntou cerca de 40 mil pessoas na capital e foi a maior desde a malfadada recepção no aeroporto. Entretanto, o governo golpista decretou o...

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A manifestação a favor do regresso do presidente eleito Manuel Zelaya juntou cerca de 40 mil pessoas na capital e foi a maior desde a malfadada recepção no aeroporto. Entretanto, o governo golpista decretou o toque de recolher obrigatório na capital e o mediador Oscar Arias contraiu o vírus da gripe A.

Os milhares de manifestantes vieram de todo o país e juntaram-se no caminho para a capital ao longo da última semana. Juan Barahona, o coordenador da Frente Nacional contra o golpe e líder sindical, reafirmou que a resistência pacífica ao governo golpista vai prosseguir até a restituição da ordem constitucional, com o regresso do presidente Zelaya e a convocação de uma assembleia constituinte que promova a mudança para combater as injustiças sociais e medidas em benefício da maioria da população.

A manifestação transcorreu sem incidentes até ao momento em que um policial disparou contra a multidão, alvejando um manifestante numa perna. Perseguido por manifestantes, o policial refugiou-se dentro de um carro, que foi depois incendiado. O incidente deu lugar a outros distúrbios, com outro incêndio num restaurante de fast-food, setor que é dos alvos preferidos dos apoiadores do presidente deposto, já que os proprietários destas cadeias são membros conhecidos da oligarquia hondurenha que esteve por detrás do golpe de Estado.

No campo diplomático, a notícia de destacaque é o estado de saúde do mediador, o presidente costariquenho Oscar Arias, que se tornou o primeiro chefe de Estado a contrair o vírus da gripe A.

No Brasil

José Manuel Zelaya chegou ontem (11) à noite ao Brasil pedindo que os governos norte-americano e de países da América Latina adotem medidas mais enérgicas contra o grupo que assumiu o poder depois de ter liderado um golpe de Estado.

Afirmando que sua detenção por militares, em 28 de junho, e posterior deposição do cargo é “um delito que afeta a todo o continente americano”, Zelaya pede sobretudo aos Estados Unidos – com que Honduras mantém cerca de “70% de suas atividades econômicas, culturais, militares e políticas” – que demonstrem seu repúdio ao governo de Roberto Micheletti de forma mais dura.

“Reconhecemos o esforço norte-americano, mas cremos que as ações foram demasiadamente tíbias, não sendo suficientes. Consideramos que o presidente [Barack] Obama pode tomar medidas mais enérgicas nos aspectos econômicos, comerciais, migratórios e mesmo em relação a diversos tratados econômicos que têm com Honduras”, afirmou Zelaya.

Com informações do Esquerda.net e da Agência Brasil.



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