“Há perspectiva inédita de redução da dívida pública”, diz Pochmann

O Brasil está diante de uma situação inédita, apropriada à retomada do processo de crescimento que foi paralisado com a crise financeira mundial, no ano passado, segundo afirmou nesta quarta-feira o presidente do Instituto...

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O Brasil está diante de uma situação inédita, apropriada à retomada do processo de crescimento que foi paralisado com a crise financeira mundial, no ano passado, segundo afirmou nesta quarta-feira o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Pública, na Câmara dos Deputados.

Pochmann fez uma explanação com o enfoque histórico desde os ciclos da cana-de-açúcar, mineração e do café até a industrialização, quando o Brasil teve as mais altas taxas de crescimento. Passado esse período, a economia brasileira entrou em declínio e só mais recentemente começou a se recuperar, de acordo com ele.

Tanto que, "quando veio a crise, estávamos na melhor posição de solvência dos últimos anos", disse Pochmann, que atribuiu a boa situação econômica do País, no período pré-crise, ao ajuste fiscal que permitiu a redução da relação entre dívida líquida do setor público e Produto Interno Bruto (PIB) ao patamar de 37,7%. Ou seja: em agosto de 2008 o Brasil devia quase 38% de tudo que produzia.

Agora, com os indicadores de produção dando sinais de gradativa recuperação da economia brasileira, depois de dois trimestres seguidos de contração, o presidente do Ipea acredita que "abre-se a perspectiva inédita de redução da dívida pública". Em especial, por causa da "mudança adequada de gestão da dívida" e da retomada de crescimento sustentável, a partir do ano que vem. 

Essa também é a expectativa do economista Raul Veloso, o outro depoente na CPI da Dívida Pública. Ele afirmou que as concessões fiscais, feitas pelo governo federal no decorrer da crise, elevaram a relação dívida-PIB atual para 44,1%, mas acha que "a recuperação econômica em 2010 vai nos colocar de volta à rota da redução dívida-PIB".

Com agências



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