Haiti: G20 oferece assistência, mas países ainda brigam por hegemonia

O grupo dos 20 países mais ricos do mundo (G20) divulgou hoje, 19, nota reconhecendo o apelo feito pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, para que a comunidade internacional ofereça...

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O grupo dos 20 países mais ricos do mundo (G20) divulgou hoje, 19, nota reconhecendo o apelo feito pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, para que a comunidade internacional ofereça assistência à população do Haiti.

De acordo com a nota, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o G20 reafirma que prestará assistência econômica e humana às vítimas do terremoto que arrasou a capital haitiana, Porto Príncipe, no último dia 12. As nações se comprometem ainda a acompanhar de perto o processo de reconstrução do país, que já passava por dificuldades antes do desastre.

A nota também manifesta condolências pelas perdas humanas no terremoto. Além das vidas haitianas, o G20 lamenta a perda dos soldados e agentes da ONU que faziam parte da Missão de Estabilização do Haiti (Minustah). O Brasil comanda a missão e já confirma, até o momento, a morte de 19 pessoas. Um soldado brasileiro ainda está desaparecido.

Presença internacional

O Haiti é um país com presença internacional desde sua independência. Ao ganhar do exército de Napoleão Bonaparte no início do século XIX, O Haiti teve que pagar uma soma equivalente a 44 vezes seu atual orçamento. Em 1915, fuzileiros navais dos Estados Unidos, credores da dívida haitiana, ocuparam a alfândega, o escritório de arrecadação de impostos e instalaram um regime de exclusão racial legal, praticamente um apartheid caribenho.

Atualmente, após ditaduras e golpes em presidentes eleitos democraticamente pelo povo, os países desenvolvidos continuam disputando a hegemonia sob o território haitiano. Desde 2004 a Minustah brasileira ocupa o país. Hoje, no site da revista alemã Der Spiegel, o correspondente Carsten Volkery afirmou que França, Brasil e Estados Unidos estão disputando inclusive a ajuda humanitária ao país após o terremoto.

Os dois primeiros chegaram a protestar com Washington porque os aviões americanos haviam recebido prioridade “para pousar em Porto Príncipe enquanto aviões de organizações de ajuda eram desviados para a República Dominicana". O presidente haitiano, René Preval, concedeu o controle do aeroporto da capital para os americanos, o que desagradou muitos países, como a França.

Com informações da Agência Brasil e da BBC.



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1 comment

  1. David Oliveira

    A minustah é o quê se não expressão “imperialista“ brasileira? Que o país desocupe o Haiti logo que essa tragédia tenha fim.

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