Índios continuam acampados na frente da Funasa

Indígenas de 36 aldeias estão acampados em frente à sede da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), em São Paulo, após serem obrigados a desocupar o prédio em razão de um mandado de reintegração de...

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Indígenas de 36 aldeias estão acampados em frente à sede da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), em São Paulo, após serem obrigados a desocupar o prédio em razão de um mandado de reintegração de posse. Os índios ocuparam ontem a sede do órgão reivindicando a demissão do coordenador regional Raze Razek.

Os manifestantes representam os cerca de cinco mil índios que ocupam terras no território do estado de São Paulo e são vítimas de doenças e epidemias que poderiam ser facilmente evitadas por um atendimento público de saúde com qualidade.

De acordo com o grupo de índios, durante a gestão do Razek, iniciada em 2007, o serviço de atendimento médico e sanitário nas aldeias paulistas declinou consideravelmente.

O próprio coordenador admitiu à imprensa que “as reivindicações são justas” e já entregou seu pedido de demissão ao presidente da Funasa, Danilo Forte. No entanto, o presidente negou o pedido e afirmou que a indicação de Razek não foi política, mas técnica. Razek atribui a piora da qualidade do serviço à estrutura do órgão e à lentidão dos processos licitatórios.

O grupo resolveu desocupar o prédio após a justiça enviar mandado de reintegração de posse pedido pela Funasa. O grupo não tem prazo para sair da frente do prédio.

Com informações de agências.



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