Inflação cresce, mas não é igual para todos os setores

Os índices de inflação ao consumidor voltaram a registrar ligeiras altas após meses de deflação. Hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IGP-3i), que registrou...

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Os índices de inflação ao consumidor voltaram a registrar ligeiras altas após meses de deflação. Hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IGP-3i), que registrou alta de 0,86% no terceiro trimestre deste ano em comparação ao anterior. Ontem a FGV havia divulgado o aumento de 0,25% no Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) relativo a setembro.

O IGP-3i é o índice de preços dos produtos e serviços consumidos pela população com idade superior a 60 anos e com renda mensal de 1 a 33 salários mínimos. Houve uma queda no aumento do IGP-3i com relação ao semestre anterior, que havia então superado o Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR). Apesar de ainda se manter acima do IGP-DI, a desaceleração é explicada por conta do menor aumento dos gastos com grupos de saúde e cuidados pessoais (de 2,26% para 0,53%) e despesas diversas (de 4,98% para 1,08%).

No geral, a inflação registrou um ligeiro aumento de 0,25%, mas que comparado à deflação dos últimos meses é o maior índice desde outubro do ano passado (1,09%). A FGV interpreta o aumento como um reflexo da retomada do crescimento econômico e da atividade industrial.

A maior parte da alta foi responsabilidade dos produtos de atacado, nos produtos alimentícios processados e nos relacionados ao mercado externo. A crise também havia afetado mais fortemente o mercado exportador brasileiro, dependendo da agroindústria.

Com informações de agências.



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