IPCA de agosto é o menor em dois anos

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou no mês passado o menor avanço desde agosto de 2006, marcando apenas 0,15%. O resultado faz com que, pela primeira vez em 2009, o índice acumulado nos...

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou no mês passado o menor avanço desde agosto de 2006, marcando apenas 0,15%. O resultado faz com que, pela primeira vez em 2009, o índice acumulado nos últimos 12 meses (4,36%), fique abaixo do centro da meta do governo, previsto em 4,5%.

A coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina dos Santos, destacou que praticamente todos os grupos do IPCA favoreceram a desaceleração do indicador. 

Alguns grupos se destacaram na redução como o de transportes, que passou da inflação de 0,14% em julho, para 0,11% em agosto, sendo os itens mais significativos o de passagens aéreas, com queda de 10,97%, e o de automóveis usados, com deflação de 1,55%. A área de habitação apresentou redução de aumento, influenciada pelas tarifas de energia elétrica, caindo de 1,11% para 0,47%.

Segundo o levantamento, a taxa dos alimentos permaneceu praticamente estável, passando de – 0,01% em julho para – 0,06% em agosto. O leite pasteurizado, que vinha pressionando o IPCA desde abril, passou de alta de 4,02% para queda de 6,61% no período, apresentando a contribuição individual mais relevante do mês: -0,09 ponto percentual. 

O IPCA foi calculado com base em preços pesquisados entre 29 de julho e 28 de agosto e comparados com o período de 30 de junho a 28 de julho. Para a conclusão do estudo, foram considerados gastos de famílias com rendimento mensal de, no máximo, 40 salários mínimos, atingindo as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Belém, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília e Goiânia.



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2 comments

  1. Márcio

    Artur, me parece que você não considera avanços sociais as pessoas terem mais comida na mesa, consequencia de uma política salarial mais digna e da estabilidade nos preços dos alimentos. E ainda melhores condições de habitação e programas de transferência de renda que exigem contrapartidas, como a permanência das criancas nas escolas. Realmente não está “tudo certo“, mas negar que o governo Lula investiu no social é não ver o óbvio. abraço

  2. Márcio

    Artur, me parece que você não considera avanços sociais as pessoas terem mais comida na mesa, consequencia de uma política salarial mais digna e da estabilidade nos preços dos alimentos. E ainda melhores condições de habitação e programas de transferência de renda que exigem contrapartidas, como a permanência das criancas nas escolas. Realmente não está “tudo certo“, mas negar que o governo Lula investiu no social é não ver o óbvio. abraço

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