Israel constrói parques para controlar Jerusalém

Israel está levando adiante um plano de US$ 100 milhões para revitalizar e urbanizar alguns dos mais importantes sítios religiosos localizados ao lado da Cidade Velha de Jerusalém, como parte de um esforço para...

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Israel está levando adiante um plano de US$ 100 milhões para revitalizar e urbanizar alguns dos mais importantes sítios religiosos localizados ao lado da Cidade Velha de Jerusalém, como parte de um esforço para reforçar o status da cidade como capital do Estado judaico.
O plano, cuja concretização foi parcialmente confiada a um grupo privado que está comprando imóveis palestinos para virarem colônias judaicas em Jerusalém Oriental, até agora passou quase despercebido.
Mas alguns aspectos da iniciativa, como a destruição de áreas residenciais palestinas, geraram controvérsia.
No momento em que o papa Bento 16 se prepara para visitar sítios cristãos em Jerusalém a partir de hoje e em que a Casa Branca pressiona pela criação de um Estado palestino com parte de Jerusalém como sua capital, a atividade israelense na área conhecida como a bacia sagrada -terrenos situados dentro da Cidade Velha e adjacentes a ela- causará atritos.
A ONU aconselhou Israel a "não jogar lenha na fogueira", mas o governo do premiê Binyamin Netanyahu diz que seguirá adiante.
Aterros sanitários e terrenos baldios estão sendo limpos e convertidos em jardins e parques verdejantes -alguns dos quais já abertos para visitantes. As partes da cidade que estão sendo reurbanizadas foram capturadas na guerra de 1967, mas sua anexação por Israel nunca foi reconhecida internacionalmente.
O plano de desenvolvimento foi lançado em 2005 para "reforçar o status de Jerusalém como capital de Israel" -embora a maior parte dos países atribua tal condição a Tel Aviv.
O governo alega que as obras na bacia sagrada vão beneficiar a todos -judeus, muçulmanos e cristãos-, já que envolvem restaurações que vão atrair mais visitantes a uma área de interesse mundial excepcional.
A ONG israelense Paz Agora, contrária às colônias, afirma que o plano visa criar "um parque turístico ideológico" que tornará ainda mais difícil dividir Jerusalém como parte da solução de dois Estados.

(Com informações da Folha de S.Paulo)



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