Juros para pessoas físicas ficam perto da mínima histórica

Desde dezembro de 2007 os juros pagos pelas pessoas físicas não era tão baixo. Neste mês, os bancos estão cobrando 44,1% em suas operações de crédito – queda de 0,8% com relação ao mês...

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Desde dezembro de 2007 os juros pagos pelas pessoas físicas não era tão baixo. Neste mês, os bancos estão cobrando 44,1% em suas operações de crédito – queda de 0,8% com relação ao mês anterior, segundo o Banco Central. A última taxa mais baixa foi de 43,9%, próxima à taxa mínima que o BC registrou em sua história de registros, iniciada em 1994.

Além da queda dos juros das operações de crédito pessoal, a taxa de juros média do cheque especial também recuou: de 167,3% em julho para 161% em agosto. É a menor taxa do serviço desde setembro de 2008, quando estourou a crise econômica mundial.

As empresas também estão pagando menos juros com relação aos meses anteriores. Em julho, as operações de crédito pagas por pessoas jurídicas estava em 26,7% ao ano, e em agosto a taxa caiu para 26,4%.

Segundo o BC, na média, todas as taxas de juros sofreram um recuo de julho para agosto. Para operações com recursos livres, a taxa média caiu de 36% ao ano para 35,4% – a mais baixa desde dezembro de 2007 (33,8% ao ano).

A baixa dos custos das operações de crédito acompanharam, neste último mês, o aumento das operações de financiamento, que somou uma movimentação de R$1.327 bilhões em agosto, com elevações de 1,5% no mês e de 19,5% em doze meses. A importância dos bancos públicos neste aumento das operações de crédito tem aumentado e impulsionado o mercado: em julho, eles financiavam 40,1% das operações de crédito, e em agosto, 40,4%. Por outro lado, os bancos privados nacionais e estrangeiros passaram a participar menos: para 40,7% e 18,9% respectivamente.

Os bancos também estão com taxas menores de spread bancário, que é a diferença entre a taxa de juros paga aos outros bancos e a cobrada pelos recursos emprestados. O valor ficou em 26,3 pontos percentuais em agosto deste ano, o menor desde o mesmo mês do ano passado (26,2 pontos percentuais).

Segundo o BC, o aumento das operações de crédito é acompanhada de um ligeiro aumento da inadimplência, e a tendência é que essas operações só aumentem nos próximos trimestres.

Aumenta perspectiva de crescimento
A recuperação gradual do crédito e do nível de emprego deve-se, segundo o boletim Focus, do BC, “à resiliência da demanda doméstica”, notadamente pelos altos níveis de circulação de capitais no mercado varejista.

Neste fim de semana, o presidente lula declarou, durante o encontro de chefes de Estado da América do Sul e da África realizado na Venezuela, que a economia brasileira tem potencial para crescer 5%. A última previsão de crescimento para o ano que vem era de 4,5%.

No encontro, os presidentes da Venezuela, Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Chile acertaram a criação do Banco do Sul, que terá um capital inicial de R$ 20 bilhões, que fomentará projetos de investimento para a região. Em declaração á imprensa, o ministro Guido Mantega ressaltou a importância de um banco voltado ao desenvolvimento regional. “Por exemplo, nós temos o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que não é um banco da América do Sul, que possui europeus, que é controlado pelos EUA então demora muito para aprovar um projeto”, afirmou.

Com informações de agências.



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