Justiça liberta militares que entregaram jovens a traficantes

A Justiça Federal soltou mais 5 dos 11 militares acusados de entregar três jovens do morro da Providência (centro do Rio) a traficantes de uma favela rival em 14 de junho deste ano. Os...

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A Justiça Federal soltou mais 5 dos 11 militares acusados de entregar três jovens do morro da Providência (centro do Rio) a traficantes de uma favela rival em 14 de junho deste ano. Os jovens foram mortos. Com a decisão, apenas três dos acusados permanecem presos. Outros três já haviam sido libertos.

Em sentença do dia 21 de novembro, publicada na semana passada, o juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio Erik Navarro Wolkart revogou a prisão dos soldados Julio Almeida Ré, Rafael Cunha da Costa e Sidney de Oliveira Barros. Na semana anterior, Wolkart já havia mandado soltar o sargento Renato de Oliveira Alves e o soldado José Ricardo de Araújo. Permanecem presos o tenente Vinícius Ghidetti, o sargento Leandro Maia e o soldado Fabiano Elói dos Santos.

O envolvimento dos 11 no caso abriu uma crise no Rio que culminou com a expulsão do Exército, pela Justiça, do morro da Providência, que era ocupada pelos militares havia seis meses para obras do projeto Cimento Cidadão, do governo federal. Logo após a morte dos rapazes, o Exército identificou 11 militares envolvidos na detenção e entrega dos jovens aos traficantes do morro da Mineira (centro). À Justiça, eles confessaram o crime e foram presos preventivamente.

Na decisão, o juiz alegou "não mais ser necessário" manter os militares presos, que, na avaliação dele, não têm "ligação direta" com o desfecho do caso. A decisão da 7ª Vara Federal Criminal contraria parecer do Ministério Público Federal, que pediu a manutenção da prisão de todos os acusados com o argumento de que "as testemunhas estariam amedrontadas, e a ordem pública precisa continuar garantida".

Crime
No dia 14 de junho deste ano, Wellington Gonzaga Ferreira, 19, David Wilson da Silva, 24, e Marcos Paulo Campos, 17, foram detidos pelos 11 militares no alto do morro da Providência por desacato e entregues a traficantes do morro da Mineira (centro do Rio), ligados à facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos), rival ao CV (Comando Vermelho), que controla o tráfico na Providência. 
(Com informações da Folha de S.Paulo)



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