Mais de 170 mulheres foram vítimas de feminicídio na Argentina em 2009

Na próxima quarta-feira, 25, celebra-se o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. Apesar das lutas e discussões a respeito do assunto, as mulheres ainda são vítimas de agressões, maus-tratos e assassinatos....

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Na próxima quarta-feira, 25, celebra-se o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. Apesar das lutas e discussões a respeito do assunto, as mulheres ainda são vítimas de agressões, maus-tratos e assassinatos. Na Argentina, por exemplo, somente de 1º de janeiro a 15 de novembro, mais de 170 mulheres foram vítimas de violência sexista.

Segundo um relatório parcial de investigação sobre Feminicídios na Argentina, realizado pela Associação Civil A Casa do Encontro, até o dia 15 de novembro deste ano, 176 mulheres e meninas foram vítimas de Feminicídios e Feminicídios "Vinculados". Estes últimos crimes também atingiram homens e meninos. Até agora, conforme a pesquisa, 12 pessoas do sexo masculino sofreram feminicídios "vinculados".

Em relação ao feminicídio, o relatório da Casa do Encontro registrou, até o último dia 15 de novembro, 166 assassinatos de mulheres, sendo o mês de julho o mais violento, com 25 vítimas. As outras dez mulheres e meninas assassinadas foram vítimas de feminicídio "vinculado", como o que ocorreu com Alicia Susana Hadad, de 51 anos, assassinada no dia 24 de setembro pelo namorado da filha.

Além delas, 12 homens e meninos também foram vítimas da feminicídio "vinculado". O último caso registrado desse tipo de ação aconteceu no dia 8 deste mês. Segundo o relatório, Jorge Alberto Cejas, de 21 anos, foi assassinado por Marcelo Alsina, seu padrasto. O motivo seria porque Jorge tentou defender a mãe durante uma briga entre ela e Marcelo.

De acordo com a Associação, a violência contra a mulher é uma questão política, social, cultural e de direitos humanos que, todos os anos, retira a vida de centenas de mulheres argentinas. Apesar disso, segundo o relatório, não há, no país, uma ampla promoção de políticas públicas de prevenção e combate a esses crimes.

"Com estas estatísticas, estamos solicitando e remarcando a necessidade que se incorpore no Código Penal a figura de Feminicídio como uma figura penal autônoma. Estes assassinatos seriam evitáveis se o Estado se aprofundasse nas políticas públicas para a erradicação definitiva da violência contra as mulheres e meninas", comenta.

Vale destacar que há uma diferença entre feminicídio e feminicídio "vinculado". De acordo com o relatório da Associação, feminicídio é um termo político relacionado à violência contra a mulher. Ocorre quando um homem mata uma mulher por considerá-la como propriedade dele.

Já no feminicídio "vinculado", as vítimas nem sempre são as mulheres, podendo ser também homens, meninos e meninas. Esse ato acontece quando uma pessoa (independente do gênero) é assassinada pelo feminicida por tentar impedir o feminicídio. Também são vítimas desse crime pessoas – as quais têm vínculos com as principais vítimas do feminicida – assassinadas somente para castigar e atingir psicologicamente as mulheres que os feminicidas tentam dominar.

Os dados do relatório foram adquiridos a partir de agências informativas e de diários de distribuição nacional e provincial da Argentina. Apesar do elevado número de vítimas de violência sexista, esse, segundo a Associação, não representa a cifra real desses crimes. Isso porque não contempla casos de pessoas que morrem em decorrência de aborto clandestino ou de mulheres que dão entrada em hospitais com evidências de violência de gênero mas que, ao morrerem, a violência não consta como causa da morte no atestado de óbito.

Com informações da Adital.



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1 comment

  1. Artur

    É triste isso!! apesar do número de homens ser muito maior, mas esse número é alto e mostra que nossos irmãos argentinos são bem antiguados e machistas com as mulheres o que é lamentável!!

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