Mais repressão: golpistas prendem camponeses em Honduras

A polícia e o exército de Honduras, nesta quarta-feira, dia 30, por volta das 5h30 (no horário de Brasília) invadiram o edifício do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Inra), expulsando e prendendo 57 camponeses que ocupavam o prédio há três meses, desde...

125 2

A polícia e o exército de Honduras, nesta quarta-feira, dia 30, por volta das 5h30 (no horário de Brasília) invadiram o edifício do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Inra), expulsando e prendendo 57 camponeses que ocupavam o prédio há três meses, desde que o presidente Manuel Zelaya foi deposto pelo governo golpista de Roberto Micheletti.

Rafael Alegria, dirigente camponês e um dos coordenadores da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado, declarou "que há em Honduras uma ditadura e pode acontecer qualquer coisa. "Este é um ato fascista", completou. 

"O Inra é um edifício de camponeses que foi criado para impulsionar a reforma agrária, agora eles levam os camponeses presos. É um regime ditatorial", ressaltou Alegria.   

Ato de ditadura

A medida aplicada contra os camponeses é mais uma ação do estado de exceção decretado no domingo, 27, que restringe as liberdades no país. 

O decreto limita por 45 dias as liberdades de locomoção, de reunião e de expressão do pensamento e autoriza prisões sem ordem judicial.

Com agências



No artigo

2 comments

  1. Aldo Santos

    A esquerda vai derrotar a direita golpista. Enquanto a extrema direita se rearticula na América latina através de várias entidades reacionárias , a leitura dos clássicos de Karl Marx, está na ordem do dia , a começar pelo Manifesto Comunista, que no início do livro,o mesmo afirma o que todos sabemos e estamos vivenciando: “A HISTÓRIA DE TODA SOCIEDADE existente até hoje tem sido a história das lutas de classes”. O golpe em Honduras, na prática simboliza o que está acontecendo no mundo inteiro, que é a rearticulação de movimentos totalitários, evidenciando o caráter vivo da luta de classes que se expressa nesse e em outros episódios. Com o fim da crise de 1929, a saída em vários países foi à direita, e agora, em plena crise, a mesma dá sinais de retomada dessa lógica por parte dos setores dominantes da sociedade que através de um combate sem trégua, tentam descaracterizar os governos populares e criminalizar os movimentos sociais. O conflito ora existente na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, serve de referência para alimentar os sonhos dos reacionários que lutam desesperadamente para derrotar Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e outros, que através de simples reformas no capitalismo, têm ameaçado a hegemonia das classes dominantes na região. Esse filme já conhecemos: “Antes do golpe civil-militar de 1964, haviam no Brasil duas instituições de atuação interligada: o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), financiados por empresários nacionais e estadunidenses. Embora não tenham resistido até o golpe, foram responsáveis por promover a agitação intelectual que nele resultou. Em 2005, surge no Rio de Janeiro uma instituição em diversos aspectos semelhante. O Instituto Millenium foi criado como um think tank, uma organização para promover ideais de direita. Defendem a propriedade privada, a economia de mercado, a democracia representativa e a meritocracia. Embora não possuam vínculo formal, é o principal entusiasta da entrada da UnoAmerica no país, ao lado da Academia Brasileira de Filosofia.”( publicado no jornal Brasil de fatos em 30/09/2009, por Adriano Andrade, RJ) O golpe hondurenho é o epicentro desse movimento que está em curso no mundo inteiro e particularmente na América Latina. Apesar da brutal repressão que vem ocorrendo a mando dos golpistas contra a população indefesa, os apoiadores de Zelaya, continuam nas ruas e convictos de que essa queda de braço tem um peso e extensão para além de suas fronteiras. Outro papel importante nesse embate e nessa queda de braço, é a capacidade de articulação política dos Presidentes pró-esquerda da America latina, que têm encurralado a Organização dos Estados Americanos (OEA), e têm inibido por enquanto o poder bélico do imperialismo nessa “jogada” e no movimento das peças da geopolítica mundial. O Apoio a Zelaya significa rechaçar definitivamente as ações golpistas lá e em outras partes do mundo; em que pese os desafios e os avanços necessários a democracia operária que deve prevalecer na luta e nos embates de classes em escala global. O conflito político/filosófico está alicerçado em entidades e personalidades populares do meio empresarial e da multimídia, conforme denuncia o Jornal Brasil de Fato (do dia 30/09/2009, em reportagem de Adriano Andrade. RJ.) “Os vínculos do instituto com a grande mídia não param por aí. Entre os dez principais mantenedores, estão João Roberto Marinho, das Organizações Globo, Roberto Civita, da Editora Abril, e Washington Olivetto, da W/Brasil. O Conselho Editorial é capitaneado por Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista Veja. Entre os integrantes, está Pedro Bial, o comentarista de múltiplos assuntos Carlos Alberto Sardenberg e o intelectual preferido da direita Demétrio Magnoli” Nesse contexto, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) têm se destacado, externando na prática a necessária solidariedade, com a participação da nossa bancada em frente à Embaixada de Honduras no Brasil, onde foi lido um manifesto condenando o abjeto golpe. Esperamos que o Presidente Zelaya não seja rifado pelo governo brasileiro, que já está aparentemente incomodado com a presença do mesmo na embaixada em Tegucigalpa. Todo apoio a luta e a resistência ao povo hondurenho, vitima da opressão capitalista que explora os pobres no mundo inteiro. Finalmente, devemos estar atentos e prontos ao permanente chamado a luta Revolucionária, que a exemplo de Karl Marx reiteramos: “Trabalhadores de Honduras e do mundo inteiro uní-vos”. Revolucionar é preciso !!! Aldo Santos Sindicalista, coordenador da TLS, Membro da Executiva Estadual e Presidente do Diretório Municipal do Psol em SBC.(30/09/09)

  2. Aldo Santos

    A esquerda vai derrotar a direita golpista. Enquanto a extrema direita se rearticula na América latina através de várias entidades reacionárias , a leitura dos clássicos de Karl Marx, está na ordem do dia , a começar pelo Manifesto Comunista, que no início do livro,o mesmo afirma o que todos sabemos e estamos vivenciando: “A HISTÓRIA DE TODA SOCIEDADE existente até hoje tem sido a história das lutas de classes”. O golpe em Honduras, na prática simboliza o que está acontecendo no mundo inteiro, que é a rearticulação de movimentos totalitários, evidenciando o caráter vivo da luta de classes que se expressa nesse e em outros episódios. Com o fim da crise de 1929, a saída em vários países foi à direita, e agora, em plena crise, a mesma dá sinais de retomada dessa lógica por parte dos setores dominantes da sociedade que através de um combate sem trégua, tentam descaracterizar os governos populares e criminalizar os movimentos sociais. O conflito ora existente na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, serve de referência para alimentar os sonhos dos reacionários que lutam desesperadamente para derrotar Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e outros, que através de simples reformas no capitalismo, têm ameaçado a hegemonia das classes dominantes na região. Esse filme já conhecemos: “Antes do golpe civil-militar de 1964, haviam no Brasil duas instituições de atuação interligada: o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES), financiados por empresários nacionais e estadunidenses. Embora não tenham resistido até o golpe, foram responsáveis por promover a agitação intelectual que nele resultou. Em 2005, surge no Rio de Janeiro uma instituição em diversos aspectos semelhante. O Instituto Millenium foi criado como um think tank, uma organização para promover ideais de direita. Defendem a propriedade privada, a economia de mercado, a democracia representativa e a meritocracia. Embora não possuam vínculo formal, é o principal entusiasta da entrada da UnoAmerica no país, ao lado da Academia Brasileira de Filosofia.”( publicado no jornal Brasil de fatos em 30/09/2009, por Adriano Andrade, RJ) O golpe hondurenho é o epicentro desse movimento que está em curso no mundo inteiro e particularmente na América Latina. Apesar da brutal repressão que vem ocorrendo a mando dos golpistas contra a população indefesa, os apoiadores de Zelaya, continuam nas ruas e convictos de que essa queda de braço tem um peso e extensão para além de suas fronteiras. Outro papel importante nesse embate e nessa queda de braço, é a capacidade de articulação política dos Presidentes pró-esquerda da America latina, que têm encurralado a Organização dos Estados Americanos (OEA), e têm inibido por enquanto o poder bélico do imperialismo nessa “jogada” e no movimento das peças da geopolítica mundial. O Apoio a Zelaya significa rechaçar definitivamente as ações golpistas lá e em outras partes do mundo; em que pese os desafios e os avanços necessários a democracia operária que deve prevalecer na luta e nos embates de classes em escala global. O conflito político/filosófico está alicerçado em entidades e personalidades populares do meio empresarial e da multimídia, conforme denuncia o Jornal Brasil de Fato (do dia 30/09/2009, em reportagem de Adriano Andrade. RJ.) “Os vínculos do instituto com a grande mídia não param por aí. Entre os dez principais mantenedores, estão João Roberto Marinho, das Organizações Globo, Roberto Civita, da Editora Abril, e Washington Olivetto, da W/Brasil. O Conselho Editorial é capitaneado por Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista Veja. Entre os integrantes, está Pedro Bial, o comentarista de múltiplos assuntos Carlos Alberto Sardenberg e o intelectual preferido da direita Demétrio Magnoli” Nesse contexto, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) têm se destacado, externando na prática a necessária solidariedade, com a participação da nossa bancada em frente à Embaixada de Honduras no Brasil, onde foi lido um manifesto condenando o abjeto golpe. Esperamos que o Presidente Zelaya não seja rifado pelo governo brasileiro, que já está aparentemente incomodado com a presença do mesmo na embaixada em Tegucigalpa. Todo apoio a luta e a resistência ao povo hondurenho, vitima da opressão capitalista que explora os pobres no mundo inteiro. Finalmente, devemos estar atentos e prontos ao permanente chamado a luta Revolucionária, que a exemplo de Karl Marx reiteramos: “Trabalhadores de Honduras e do mundo inteiro uní-vos”. Revolucionar é preciso !!! Aldo Santos Sindicalista, coordenador da TLS, Membro da Executiva Estadual e Presidente do Diretório Municipal do Psol em SBC.(30/09/09)

Comments are closed.


x